quarta-feira, junho 27

Mesmice...

Teco, Peterson, Avelino e Neco num desses Sandek Classic dos anos 80. Foto site Tropical Brasil
Os campeonatos que acontecem hoje em dia pelo litoral brasileiro não me atraem como antigamente. Já não sinto a menor graça. Acho que estou ficando um velho ranzinza ou talvez esteja mesmo sofrendo um desgaste profundo com esse universo. Verdade seja dita: não consigo mais me empolgar como em outras épocas, quando ficava por horas na areia, torrando sob o sol, acompanhando baterias memoráveis.

Falo isso após ler, não lembro bem em qual site, que durante essa semana a praia de Itamambuca, em Ubatuba, palco do primeiro e histórico campeonato brasileiro em 72 organizado pelo Paulo Issa, sediou mais uma etapa do circuito mais importante do país – a terceira do ano.

Lembro que num passado não muito distante – lá por volta dos anos 80 – ficava contando as horas e marcando no calendário os dias para cair na estrada afim de acompanhar os tradicionais festivais brasileiros. O Op Pro disputado no verão na Joaquina abria a temporada. Era o pontapé inicial de muita festa.

A quantidade excessiva de campeonatos, taças, copas e circuitos que rolam hoje em dia nada fomentam além de alguns trocados nos bolsos de seus promotores. O formato das disputas já não empolga mais o público que aliás está a cada ano minguando. Qual foi o público em Itamambuca nas finais? Três, quem sabe cinco mil pessoas? Isso, há 20 anos atrás, era a média de público no Sundek Classic no Town And Country no Fico Festival e no Sea Club.

Justamente por termos uma infinidade de campeonatinhos de fins de semana o SuperSurf me passa a sensação de ser apenas mais um em meio a tanta mesmice, chatice. O SuperSurf está bem longe de ser um evento original. Falta-lhe um bom molho. Um algo mais. Na etapa da Ferrugem a “funqueira” Fanny do BBB7 foi a maior atração...

4 comentários:

jefferson lopes disse...

As vezes eu tenho saudade do tempo que o neguinho tinha que somar três ondas prá se classificar. Pelo menos o público não ficava olhando para o mar que nem uns otários, esperando os caras se dignarem a pegar uma onda...

Maurio Borges disse...

Independente disso.Podia se levar crianças de colégios e promover o surfe como ferramenta de preservação ambiental como um cata ao lixo. Criar ações ambientais como plantio de mudas. Dar aulas de surfe com alguns surfistas profissionais conhecidos, enfim... O bacana seria pensar em ações para aumentar o público na praia durante o evento - levar o surfe a um universo maior de pessoas.

Gustavo Cabral disse...

o campeonato da multidão no Brasil hoje em dia é só o WCT - o resto é aperitivo, até os WQS. quer ver se o título ainda não estiver decidido qdo chegar a hora...
já as etapas do super surf... só empolgam se tiver altas ou tu tiver torcendo pra alguém. na marola como foi ferrugem e itamambuca... simultâneo a um evento como o de Arica, ainda... o Peterson deve tá arrependido...
esse lance da mesmice me lembrou aquele período pré-divisões do surf, quando os occys currens carrolls gerlachs archbolds (como se existissem nessa quantidade) não tinham saco pra tanta etapa, e dá-lhe rob bain.
hj em dia tem campeonato quase toda semana (que nem jogo de futebol, sempre tem um massita x palhuca pra assistir), mas nem sempre vale à pena.
durban q o diga, hj o mar tava uma M

bira schauffert disse...

tudo nessa vida passa....a época romântica do surf já passou faz horas....qualquer campeonato de surf com 8 ou 10 horas de bateria é foda...então o lance é ver umas três baterias , da uma caidinha na vala, volta, conversa com os camaradas, vvê mais batera interessante, da mais caída na vala, volta vê umas gostosas...vê uma batera do amigo...e vai pra casa dormir....agora se vocês tem outras idéias para transformar campeonatos de surf mais atraentes, fala aí porra!!! corneteiros de plantão!!