sábado, dezembro 18

Dezembro especial

Responda rápido:
O que Jean da Silva, Alejo Muniz, Jacqueline Silva e Willian Cardoso têm em comum?

Está certo quem respondeu que são todos catarinenses, criados numa base frenética de competições amadoras e que como profissionais tiveram um ano pra lá de especial. Mas não é só isso...

O título da perna Sulamericana simplesmente caiu nas mãos do Willian nesse meio de temporada após vencer o 6 estrelas de Saquarema no Rio de Janeiro. Mas a tão sonhada vaga no WT infelizmente acabou não vindo. Sinceramente não consigo enxergá-lo como top mundial, mas o que não lhe falta é garra e dedicação. E essa raça, esse espírito go for it - que noto em bem poucos brasileiros - pode sim levá-lo ainda bem mais longe.

Jacque entrou em 2010 totalmente desacreditada, sem patrocinadores e sem qualquer perspectiva. Pois ela chega ao final desse mesmo ano entre as melhores. Porém, agora, para se manter viva no circuito mundial feminino vai precisar se recriar, evoluir sua linha, atualizá-la, e buscar na juventude das suas adversárias um gás a mais.

Jean da Silva andou desmotivado, parecia haver perdido o brilho no olhar. Sem um bom contrato e com pouca grana, teve que abandonar momentaneamente a luta por um lugar na elite do concorrido circuito mundial e passou a dedicar-se ao Brasil Surf Pro. Venceu em Búzios, um terceiro lugar na Joaquina e mais uma quartas de final na Barra da Tijuca foram o suficiente para conduzi-lo ao título de campeão nacional, fato inédito na história do surfe catarinense nesses 23 anos de circuito Abrasp.

Alejo (foto) foi a grata surpresa! Esse garoto nascido na Argentina, de sangue latino, criado desde pequeno nas marolas de Bombinhas no litoral norte de Santa Catarina, conseguiu sem muito alarde, comendo pelas beiradas, um lugar entre os 32 melhores do mundo num ano onde conquistar uma classificação - dentro desses novos critérios de pontuação - um erro praticamente seria fatal. Alejo trocou lá mesmo nas areias do North Shore o adesivo do bico da sua prancha nessa reta final do Tour e agora se prepara para uma temporada que promete ser de sonho para um garoto cheio de planos de apenas 20 anos.

Já escrevi no início do texto que tanto Alejo, como Jean, Willian e Jacqueline Silva foram criados e moldados nas competições locais promovidas pela Fecasurf. Os quatro já se destacavam nas categorias de base. Todos foram guiados pelas mãos dos seus pais (Rubens, Sidnei, Divo e Zé Irineu). Suas conquistas recentes não foram improváveis, pois não perderam o foco mesmo nos momentos mais delicados de suas carreiras como acontece com muitos nessa dura estrada do surfe competição...

Um comentário:

giubferreira disse...

Fala Maurio,
Muito boa essa retrospectiva do surf catarinense.
Valeu Irmão.
Giu