quinta-feira, março 26

Dica 4 - Música. (e + uma histórinha).

Como era difícil ser moleque nos anos 80. Pra quem pegava onda então... Eu vivi todo o drama. Conseguir uma carona para praia era um parto. No meu tempo de garoto (não faz muito tempo), eram poucos os amigos que tinham carteira de motorista. Contava-se nos dedos de uma mão os pais que liberavam o carro nos fins de semana para que pudéssemos ir à praia. Tudo era combinado já no meio da semana, e se usava um sistema de rodízio, que funcionava mais ou menos assim: quem havia ido na semana anterior rodava na seguinte pois a concorrência era grande.

Lembro que chegamos a combinar de economizar uma grana das mesadas para comprar um Dodge-Dart 72, para que todos pudessem ir juntos pro mesmo pico. A barca já tinha até nome. Iria se chamar “crowd” e ter as portas e o capô pintados. Foi mais uma das muitas idéias esdrúxulas que logicamente não vingaram.

Sei dizer que quando alguém lembrava de passar lá em casa para me dar uma carona era uma festa. O Aloísio Alemão tinha uma Kombi branca com a lataria toda podre. As portas eram amarradas com uma cordinha e o assoalho nem vou comentar, pois praticamente não existia. A kombosa era guerreira e nunca nos deixava em roubadas. Com ela desbravamos Balneário Camboriú, Brava, Atalaia e Navegantes. Os buracos na 101 eram observados "in loco", "on board". Ela durou pouco tempo. Foi trocada por um Fiat Panorama novo em folha. Nem tanto...

O Charles tinha um Chevette, pneus tala-larga, o conhecido trovão azul. Os bancos descosturados, com a espuma rasgada, sem falar na fumaça cinza e catinguenta que vinha lá do motor e inebriava o ambiente. As janelas geralmente fechadas. Aquilo mais parecia uma sauna. Um verdadeiro pavor. O cara apaixonado pelo AC/DC, se amarrava em ouvir o som esgoelado e no último volume. Como eu sofria, apertado, no banco de trás, com aquela barulheira ensurdecedora e o cheiro de óleo diesel queimado. Mas não tinha jeito. Era pegar ou largar. Ficar em casa nem pensar.

Tinha também o Jorge Costa que mesmo sem habilitação tinha um certo arrêgo com a dona Nilza. O nosso acerto com ele e com a "véia" era lavar e encerar o fusca quando chegássemos da praia. E mesmo cansados do dia inteiro no mar tínhamos que dar aquela geral na fusqueta, pois a mãe do Jorge inspecionava em detalhes e ainda nos dava uma dura quando o serviço ficava meia-boca.

Outro parceiro era o Martinez, um camarada que morava no centro da cidade e que de vez enquanto me botava na barca. Seu Fiat 147 estava em tudo quanto é canto.

Mas geralmente a nossa salvação era o Gabirú. O mais velho da turma usava um Fordeco 56 que durante a semana era utilizado na fazenda do seu pai. Embaixo da capota preta, a raça ia sentada nuns bancos improvisados de madeira e sacolejando pra todos os lados. A vida era dura, porém muito divertida. Gabirú era o mais ponderado, mais tranqüilo e liberava o toca-fitas pra quem tivesse um som legal. Era apertar o play e cair na estrada. Quando a banda ou o cantor ou a música nova não agradava aos ouvidos da maioria, a gritaria era grande. Abríamos a janela e jogávamos a fita fora, sem dó, sem piedade.

Um primo meu tinha um LP com aquelas coletâneas de bandas pouco conhecidas por aqui mas com o título sucessos internacionais. Escutei o som e de cara me amarrei. Aquilo sim era novidade. Agora eles iriam conhecer aquela sonzeira, pensei. Numa das faixas trazia Boney M. Tinha também um "tal" de Oingo Boingo e Talking Heads. Num total de 12 músicas uma delas dos também desconhecidos 10CC. Pois bem, durante a semana comprei uma Basf 90, gravei o disco na integra e esperei o fim de semana chegar.

Tudo pronto, fordeco lotado, tirei a tal fita da mochila e botei pra rodar. Não deu um minuto, nem tocou uma música inteira e neguinho botou o terror. Barulheira na caçamba. Tira essa merda! gritou um lá da cachorreira. E não adiantou argumentar. Nem deram chance, o novo som foi logo gongado. Janela aberta, fita zerinho jogada fora pelo caminho, para o meu desespero.

Há anos não ouvia falar dos caras do 10CC. Nem sabia de onde eram, quem eram, e o tipo de som que faziam. Só conheci aquela música que nem chegou a tocar direito. Dias desses lembrei do som e achei esse vídeo (tosco é verdade), bem das antigas, no youtube.

Dá uma ouvida aí e vê se a fita não merecia vida mais longa. E mais uma dica: Feche os olhos e sinta o som...

Dica 3 - Filme.

Não é um filme de high-performance. Já é um bom começo. Não tenho mais saco pra filme só de manobras. "Out There" lançado em maio do ano passado apresenta um apanhado sobre o impacto negativo do homem em alguns destinos paradisíacos para nós surfistas. Imagens do North-Shore com os melhores tube riders em ação em Pipe e Backdoor. As ondas de El Salvador são surfadas por Shane Dorian e Donavon Frenkenreiter e um surpreendente Torrey Meister numa ação de limpeza bancada pela Billabong num famoso point break daquele país. Tahiti com Garret Mcnamara e seus comparsas de tow. Galápagos com Donavon e Dave Rastovicch. Segue o filme nas ondas na Califórnia, San Clememt, com Nate Yeomans, Greg Long e Herbie Fletcher. Na seqüência novamente o Tahiti, agora Teahupoo pra poucos e bem mais pesado. Dizem que o ponto alto do filme é a trilha sonora. O dvd é acompanhado por outro dvd com as surftrips no Havaí, África do Sul, Baja, Ilhas Canárias e Noruega que saíram no canal americano Fuel TV.

quarta-feira, março 25

Dica 2 - Blogues.

Aproveitei esta tarde de quarta-feira 25, ainda em "recuperação", para dar uma viajada pela internet na busca de novos sites, outras paisagens, novos textos, e porque não, na tentativa de encontrar novidades interessantes e inspiração. Encontrei alguns sites e blogues que em breve estarão linkados ao novo blogue que está em gestação. Observei também uma quantidade incrível de sites com informações bem semelhantes. É praticamente um ctrl c + ctrl v. Precisamos urgentemente evoluir nesse sentido. Criar é fundamental. Tá cheio de iguais. Nos links abaixo, algumas novidades pra desaluviar a mesmice. Pra quem gosta de conferir (trailers) vídeos atuais de surfe vai nesse.  Informações de eventos e algumas histórias, vai por aqui. Um texto bacana passa por esse. E prá quem busca uma outra visão do surfe vai aqui. 

Dica 1 - Jornal.

Saiu mais uma edição do jornal Drop. A de número 94 têm 52 páginas e você encontra o Drop em papel nas surf-shops espalhadas pelo sul do Brasil. Mas também dá pra conferir on line. Aí é só clicar aqui.

Momentos no CIC.









Acima alguns momentos do que rolou nas noites dos dias 18 e 19 de março durante as apresentações dos filmes "Just Add Water" da Quiksilver e "Changes" da Rusty. O cinema não chegou a lotar como aconteceu durante o J'Bay Surférias na temporada de verão, mas um bom público foi conferir os lançamentos. Foram sorteadas pranchas SRS, Blocos Teccel, dvds, camisetas, moletons e brindes das marcas, além de decks e cordinhas da Jungle. E pra fechar, coquetel com boa música, na faixa, no Café Matisse. Em julho tem mais...

Sonzeira...

E eu que achei que essa banda já nem existia mais. Não ouvi nada novo e nem li qualquer novidade a respeito deles. "No Use For a Name" tocou muito nas rádios no início dos anos 90. Época em que apareceu também o "That Petrol Emotion" e o "NoFx". E não é que eles estão "vivos" e fazem show na capital gaúcha dia 9? Pra quem se amarra, tem excursão. Dá uma agilizada, pois são poucas vagas na barca.

Siga reto.

A partir dessa sexta-feira alguns dos melhores surfistas brasileiros estarão em ação em Floripa. Primeira competição importante na Ilha pós verão. A etapa de abertura do tradicional circuito catarinense de surfe profissional, organizada pela FECASURF rola nas ondas da Joaca. Válida pelo "Brasil Tour 2009" - segunda divisão do brasileirão - o campeonato distribui 30 mil reais. Hora de conferir os novos nomes.

sábado, março 21

Domingo no Fantástico.



Nesse domingo o programa Fantástico, na Globo, lança uma nova série sobre as mudanças climáticas. “Vozes do Clima” será apresentado pelo ator Marcos Palmeira. O documentário que será apresentado em episódios conta com a participação do Greenpeace. Aproveite e assine a petição para o governo brasileiro reduzir a emissão de CO2 com atitudes realmente efetivas.

E elas não vieram...

Esse aí cansou de esperar pelo swell...

sexta-feira, março 20

Hynd soltinho...



Derek Hynd, como muitos sabem, foi um dos melhores surfistas no início da década de 80. Competiu durante algumas temporadas no circuito mundial e numa das etapas do tour em Durban, na África do Sul, teve o seu olho esquerdo perfurado pelo bico da sua própria prancha num sério acidente que acabou lhe tirando a visão.

Aposentado das competições, tornou-se um jornalista de mão cheia. Seu texto é sempre inspirador, por vezes sarcástico e contestador. Conhece como poucos o que rola por cima e por baixo da lona do circo da ASP. Também é um maluco nato. Lembro ter lido uma reportagem sobre ele, lá na década de 80, sobre uma viagem de ônibus com vários tops pela europa. Hynd literalmente incendiou uma surf trip ao distribuir bolinhos de maconha em forma de biscoitos pra toda turma. Já dá pra imaginar o que aconteceu. Carrol, Hardman, Pagey, Potter e mais um monte de neguinho querendo voar pela janela...

Hynd ainda é um fissurado no surfe. E sua maior diversão é pegar onda com pranchas sem quilhas. Olha ele aí soltinho nas direitas de J’Bay.

Imagens roubadas na cara dura daqui.

Hurley e as verdinhas.

A gringa do Bob Hurley realiza concurso para criação de estampas de camisetas. Aqui vale a criativade. Faça o seu cadastro no site da marca Hurley, produza uma arte e concorra a cinco mil verdinha$. Nada mal em tempos de vacas magras e de pouco din-din...

Naturalmente.

Camarada das antigas, fotógrafo Adriano Rebelo (Drop e Solto), apresenta sua mostra fotografica no próximo dia 25 no Miyoshi da Lagoa da Conceição. Em destaque, os "line up" dos principais picos da ilha. Floripa, naturalmente Surfe. Vou lá...

terça-feira, março 17

Just Add Water & Changes.

Nessa quarta-feira, 18 e quinta-feira, 19 de março, serão lançados em Floripa os mais novos filmes das marcas Quiksilver e Rusty. As apresentações acontecem no cinema do CIC, com sessões às 20h15 e 21h30.

Ao final de cada sessão, como acontece tradicionalmente, haverá sorteio de muitos prêmios: São pranchas SRS do shaper Rodrigo Silva, blocos Teccel, camisetas das marcas Rusty e Quiksilver, além de dvds e acessórios Jungles. Para instigar, confira o trailer do "Just Add Water" com Clay Marzo clicando aqui e o "Changes" com a equipe internacional da Rusty, clicando aqui.

segunda-feira, março 16

Dá uma ouvida aí.



Chega de comentar as performances dos marmanjos em campeonatos mundo afora, pelo menos por hoje... Excepcionalmente nessa segunda-feira, início da última semana do verão, o blogue Alohapaziada orgulhosamente apresenta Gabriella Cilmi.

Dá uma ouvida, depois volta aqui pra dizer quem ela lembra?

sábado, março 14

Dê o seu pitaco!

Passadas as emoções da etapa de abertura do CT, as atenções se voltam para algumas etapas do QS pelo mundo. O próximo encontro com a "nata" está marcado para as ondas geladas de Bell's - palco da etapa mais tradicional do Tour. Em meio a tantas informações e com um monte de gente (inclusive eu) dando seus prognósticos, geralmente furados, surgiu recentemente um novo site, brasileiro (mas com o nome em inglês), em que você pode dar os seus pitacos e ainda ganhar uns brindes. Vai lá!

sexta-feira, março 13

Surfers Goodbye?

Deu na BBC Brasil.

O volume de emissões de CO2 está gerando um processo de acidificação dos oceanos nunca registrado desde os últimos 65 milhões de anos, quando os dinossauros habitavam o planeta.

O nível de acidez nos oceanos tem alcançado níveis “perigosos”, que podem provocar a extinção em massa de parte considerável da vida marinha, especialmente ostras e lagostas.

A conclusão é de um estudo de cientistas da Universidade de Bristol, Inglaterra. O processo de acidificação nos oceanos, resultado da mistura química de dióxido de carbono com a água, é uma preocupação crescente nos meio acadêmicos e será um dos grandes assuntos no encontro de pesquisadores do clima, em Copenhagen, Dinamarca.

Quando era moleque, lá pelos 14, 15, 16 anos, ganhei de presente uma camiseta com uma estampa gigante nas costas com a imagem do planeta Terra (dando destaque para o azul dos oceanos), e uma mensagem em inglês que dizia assim:

SURFERS GOODBYE?
A vida nos oceanos está morrendo. E nós surfistas iremos desaparecer.
Think about It! Ou em bom português, pense sobre isso...

Acho que foi a primeira tradução que fiz na vida olhando no dicionário da enciclopédia Barsa, palavra por palavra, para tentar entender o que estava vestindo. Aquilo definitivamente me marcou. E pra sempre.

quinta-feira, março 12

Nem Dane, nem Dean...

Deu em nada...
Escrever o post com aqueles prognósticos furados.

Deu chuva...
E mesmo assim o público não arredou o pé da praia.

Deu onda...
Irregulares, tubulares e com uma correnteza dos diabos.

Deu pena...
Acompanhar a saída do Fanning da água (após a bateria eletrizante) contra o Joel.

Deu satisfação...
Ver o Mineiro enfileirar o Patachia, o Bede e o Taj.

Deu(ram) pouco tempo...
Pro Mineirinho descansar pra final.

Deu agonia...
Acompanhar a transmissão pela Sportv.

Deu raiva...
De ouvir tanta merda vindas de lá.

Deu Parko.
Merecidamente...

Só eu mesmo pra apostar numa final Dane X Dean.
Onde tava com a cabeça, onde?

Esses caras "metidos a entendidos em surfe” acham que sabem tudo...
Morram seus malditos!
Kkk...

O din-din tá sobrando?

Perú, Costa Rica, Panamá, Equador... Assim, facin, facin. Clica e vai. Até a agência de viagens, é claro...

quarta-feira, março 11

Vou presenteá-los...

Olhem o que achei. Pena ter sido hoje um dia após as finais de Kirra. Mas ainda tem Bells... Adivinhem de quem lembrei na hora? Hein? Pensou na Irene e Paulinho, lá do canal - me engana que eu gosto - campeão? Acertou! Sim, vou presenteá-los. E será de coração. Quem sabe assim eles possam evoluir e, numa próxima transmissão, quiçá futura (urgh!), cobertura de WCT, deixar de dizer tantas asneiras. E se você quiser também dar uma conferida no guia é só clicar aqui.

terça-feira, março 10

Basílio e as baleias.

O amigo fotógrafo Basílio Ruy realiza exposição fotografica no Nigiri Sushi Bar na Lagoa da Conceição. Para saber dos detalhes clica na imagem acima.

Ainda bem.

Minha mulher sabe que o Jihad é de Matinhos.
Sabe que Mineirinho é o apelido do Adriano de Souza.
Também já ouviu falar no Heitor Alves e nos seus aéreos.
Tem conhecimento que a temporada do surfe começa na Austrália.
Domina o idioma inglês.
Sabe que o careca é eneacampeão mundial.
E onde fica a Gold Coast.

Minha mulher não sabe nada sobre Kirra. A Irene também não.
Minha mulher nunca ouviu falar em Peter Townend. A Irene também não.
Minha mulher não sabe o que é um lay-back. A Irene também não.
Minha mulher não conhece o Nic e o Buchan. A Irene também não.
Minha mulher não sabe o que é um tubo de grab. A Irene também não.
Minha mulher não sabe quem são o Maca e o Kekoa. A Irene também não...

Ainda bem que a minha mulher que já não morre de amores pelo surfe também nunca pensou em ser locutora de campeonato de surfe. Ela tem meu total apoio.

Foi mais um dia (noite aqui pra nós brasileiros) de transmissões ao vivo (na tv e na internet) direto da Austrália. O que se ouviu foi uma locução repetitiva, entediante e de pouquíssimo conteúdo. A menina que é repórter do Zona, começou há pouco tempo, agora ataca também como apresentadora. Tadinha, ela é até esforçada. Mas a culpa desse absurdo é de quem comanda o canal campeão. Mas o que esperar de uma gente que já colocou a Gabriela (do Teco) e a Elka (do Fabinho) transmitindo a etapa brasileira do WCT em 2007?

Confira frases ditas a exaustão nessa cobertura da Sportv:
Confira tudo no blog do zona...
Estamos aqui torcendo pelos brasileiros...
É isso aí, Paulinho.(Perdi as contas de quantas vezes repetiu).
Tem surfista na onda...
Não param de chegar mensagens...
Essa é a primeira etapa do ano do circuito mundial...
Ainda não saiu a nota, mas aguarde um pouquinho...

Amanhã termina tudo por lá. Ainda bem. Irene vai poder voltar a ser apenas uma repórter no Zona...

segunda-feira, março 9

Repercutindo Hickel.

Renato Hickel responde em entrevista ao Waves: A etapa havaiana costuma sofrer muitas críticas devido às mudanças no regulamento. É a única prova do World Tour em que diversos locais entram direto no evento, sem precisar de triagem. Por que a ASP abre essa exceção?

"Eu entendo as pessoas reclamarem, também já reclamei no passado. Gostaria que o circuito tivesse um modelo uniforme ou, como a gente está agora, direcionando para opções de formatos. Temos dois, três formatos na mesa. Temos esse que está sendo aqui, Bells vai ser um novo formato, sem round de perdedores, temos o dual heat system que pode ser implementado tanto em um como no outro. Então existe esse direcionamento para que o circuito não precise ser disputado sempre no mesmo formato, aí, estou confortável com o Hawaii se essa for a opção. O que acho errado, achei no passado, é a gente ter 11 campeonatos num formato e aí, sim, mudar no final do ano. A regra mudou quatro anos atrás, ela não muda todo ano, é a mesma de quatro anos atrás. Realmente ela mudou e eu entendo as críticas. Em relação à mudança, o que eu sempre falo quando a mídia me pergunta é que essa opção foi dos surfistas; não foi de comitê técnico, não foi da mesa executiva, não foi da administração da ASP. Foi da WPS (World Professionals Surfers). Os 45 surfistas que votaram, com a condição de ter homem-a-homem com o dual heat system no Hawaii. Essa era a troca. Eles estavam cansados de competir em baterias de quatro homens no Hawaii, os havaianos se aproximaram com a Hawaiian Professional Surfing Association, que fez a proposta para a WPS e disse 'olha, nós conseguiremos, na prefeitura de Honolulu, mudar isso, mas se a gente ganhar essas vagas. Essa foi a troca".

Essa foi a troca?
A ASP precisa do Havaí, embora muita gente já esteja pensando de forma diferente. Difícil, improvável, imaginar um encerramento de circuito mundial sem o power das ondas havaianas e os tubos de Pipeline. Isso até já aconteceu nos anos 80 – com a Austrália fechando a temporada – e todos sabem no que deu.

A verdade é que a ASP come nas mãos dos havaianos que ditam as suas regras para a tradicional etapa de Pipeline.

Em outras palavras e o que o Renato "esqueceu" de mencionar: Manda quem pode, obedece quem tem juízo...

domingo, março 8

Ainda falta muito...

Começou de forma muito meia-boca a participação do surfe feminino brasileiro nas águas australianas. Os resultados, um quinto (Bruna) e dois nonos (Jacque e Silvana), podem num primeiro momento empolgar a opinião da mídia e seus torcedores, mas não mascaram algumas coisas que precisam ser melhor avaliadas para o restante da temporada. E a 5ª colocação da loirinha de Matinhos reforça a minha opinião.

A estreante no Tour surpreendeu ao conseguir um belo resultado é verdade ao chegar às quartas-de-final. Durante as disputas que acompanhei pela internet ao longo da semana notei inclusive uma certa evolução no seu surfe. Acredito que o seu relacionamento com o francês Jeremy Flores e as recentes viagens lhe foram úteis.

Mas Bruninha precisar treinar, e muito, as suas viradas na base e consecutivamente a sua primeira manobra. Falta-lhe ginga e uma maior explosão. E mais que depressa corrigir seu estilo, ajeitar sua cintura ainda muito dura. Em etapas com ondas mais pesadas e em ondas com fundos de pedras não vai arrumar muita coisa. Como é muito jovem e têm em Jeremy um professor top do CT, deve evoluir...

A nossa mais experiente competidora com 13 temporadas nas costas deu uma desanimada. Pode ser os anos de estrada... Eu particularmente, esperava muito mais de sua performance, o que acabou não vindo e de certa forma me decepcionou. Mesmo nas marolas bem formadas de D-bah, Jacque me pareceu fora de sintonia, sem força nas pernas, sem pressão nas manobras e sem o menor tesão. A galega catarinense perdeu na terceira fase porque faltou-lhe ousadia. Essa sensação de estar sem muita vontade em competir, sem sangue nos olhos não vem de hoje. Ou a manezinha da Barra muda logo esse perfil ou será presa fácil para as suas adversárias. Não é nada legal assistir uma campeã mundial (wqs) e premiada competidora sem esboçar a menor reação.

Já Silvana, está mais forte, seu surfe está mais explosivo, veloz, porém menos expressivo. Ao contrário das nossas outras duas representantes, suas manobras jogam muita água pra cima e é impressionante vê-la surfar. O arco que traça logo após o drop, na cavada, é sem dúvida o mais bonito entre todas as concorrentes ao título dessa temporada. Em alguns momentos parece um top do WCT. E não me venham falar em Gilmore (na foto) e Sofia. Silvana Lima deve vingar – tem tudo - nessa temporada, embora já tenha batido na trave nos últimos dois anos. Falta a cearense um pouco mais de leitura de onda. Ela é surfe em estado bruto, precisa lapidar o que já sabe como nenhuma outra.

Entre as gringas não vi uma favoritíssima ao título nesse ano. A briga promete ser boa. Acho que deve ficar entre Stephanie, Melanie e Sofia, com a cearense por fora. Ainda não surgiu nenhuma literalmente com o Coco Hoxo...

Virou freguês...


São 3h25 da matina. Isso mesmo. Sigo acordado. Madrugada de um domingo chuvoso por aqui, tarde ensolarada e de praia lotada de domingo lá na Gold. Acabou nesse instante a bateria do terceiro round do Quik Pro 2009 entre Julian Wilson e KS. O encontro foi de poucas ondas e emoção mesmo só nos instantes finais. Para delírio do público, Julian despachou Kelly num revival de 2007.

A prancha ainda é rosa, assim como o freguês... "Slater vai sentir ainda mais o gosto salgado da água e saberá que não será nada fácil a conquista do seu décimo título. Se em 2008 os ventos sopraram favoráveis, 2009 será de tormentas contrárias"...

Dia 27 está logo aí... (leia alguns post abaixo). Que boca, hein?

sexta-feira, março 6

Just Add Water e Changes no CIC.

Confirmado para os próximos dias 18 e 19 de março as apresentações dos filmes Just Add Water (Quiksilver) e Changes (Rusty) na tela do Cinema do CIC. Como tradicionalmente acontece nos intervalos, sorteio de muitos prêmios. São pranchas, blocos, acessórios, dvds, camisetas e outros brindes. Dia 18 - quarta-feira - Just Add Water com sessões às 20h15 e 21h30 abertas ao público. Dia 19 - quinta-feira - Changes com a primeira sessão, das 20h15 somente para convidados e às 21h30 aberta ao público. Ingressos, passaportes, onde comprar e demais informações clique aqui.

quinta-feira, março 5

Dia 27 nas telonas.


Teaser Surf Adventures 2 from Surf Adventures 2 on Vimeo.

Guias

Este guia (acima) irá levá-lo para todos os cantos do globo. Esta edição como o próprio título sugere, apresenta “Os 100 melhores picos de ondas pelo mundo”. Desde as mais conhecidas, como Pipe, Teahupoo, Sunset, Malibú, passando pelos beach-breaks da Gold Coast, até ondas não tão conhecidas no Sri-Lanka, África, França, Escócia, Marrocos, Nova Zelândia, Ilhas Fiji e Indonésia.

Tudo recheado com fotografias e outras dicas de viagem. Locais onde comer, onde ficar, temperatura da água, do ar, e o melhor período de surfá-las.

Já o outro livro (abaixo), lançado na Austrália em 2007, indica “ As 50 ondas que você deverá surfar antes de ir pra baixo da terra”. Ilustrado, com 229 páginas. Os dois juntos custam cerca de 90 doletas.

Para saber mais, clica aqui.

É o flat de verão.


Depois de um domingão de marolinhas divertidas nos insides nas principais praias de Sta Catarina o mar baixou geral nesse início de semana. Pintou o flat de verão! Joaquina (no alto) e a Mole, se tornaram duas grandes piscinas desde segunda-feira. E assim como Joaca e Mole (em fotos do Adriano Bola do Waves) estão todas as praias da orla sul e sudeste do País. São dias de sol com temperaturas acima dos 30ºC. Ontem a sensação térmica era de 42ºC na cidade. Uma massa de ar quente não deixa a frente fria encostar. Pelo que pude notar pelos gráficos, a frente fria se desloca lentamente pelo extremo sul do Rio Grande do Sul e deve chegar ao litoral de Santa Catarina nessa sexta-feira. O vento norte-nordeste já sopra forte (condição de pré-frontal) e deve virar pra o quadrante sul na sexta-feira. Se durante a semana estamos sobrevivendo ao calor e ao flat, para sábado e domingo o mar reage de sul. Melhor assim...

segunda-feira, março 2

Surfwise.

Por 25 anos, Doc Paskowitz, sua mulher e os nove filhos viveram num motor-home de 8 metros, correndo atrás de ondas perfeitas em comunhão familiar. Eles brigaram, passaram fome, não se adequaram ao “mundo real” mas sobreviveram para contar sua história no cinema.

A revista Trip deste mês, já nas bancas, apresenta um belo material dessa família que respira surfe. O filme Surfwise foi lançado no ano passado, porém ainda não chegou por aqui.

Trechos da matéria:

A primeira família do surfe cruzou os Estados Unidos, o México e o Hawai vivendo quase sempre no aperto e não apenas no sentido literal, em vários momentos eles sofreram com a falta de comida, água, dinheiro e roupas quentes.

“...Eu dediquei quase toda minha vida ao surfe. Comecei com 11 anos e continuo surfando aos 87. Conheci os maiores surfistas de todos os tempos, de Duke a Kelly Slater. Me sinto pequeno em comparação a eles, e acho que não mereço um filme. Minha esposa e meus filhos me convenceram a participar, mas não pretendo vê-lo...”.Doc.

Antes de ser Doc, a lenda do surfe, ele foi o doutor Pascowitz, médico que se formou em Stanford nos anos 40, mudou-se para o Havaí e na década seguinte, casou e se separou duas vezes e pensou em ser governador. Até que um dia decidiu que já era o suficiente. Sem apego pelo acúmulo de dinheiro ou de status social, ele deixou tudo para trás.

No documentário, alguns dos filhos queixam-se abertamente do fato de não se sentirem “equipados” para viver o “mundo real” a partir do momento em que decidiram sair das asas dos pais.

Ao longo da jornada de um quarto de século no motor-home, Doc sempre teve o apoio incondicional da mulher. “...Estava apaixonada por ele, e ainda estou. Nunca quis abandonar o navio. Meu maior motim foi comer escondido com as crianças um ou outro pedaço de torta..."Juliette.

Aos 87 anos, ele só tem dinheiro guardado para viver os próximos dois meses e está sem aquecimento em casa. Aproveita para fazer propaganda de seu último livro, Surfing and Health, na esperança de pagar o futuro aluguel. Mas ele diz que não pretende mudar seu estilo de vida.

"Outro dia um milionário me disse: Eu queria ter filhos como os seus. Eu não devo estar tão errado assim." Doc.

Crise? Que crise?

Pior que isso só mesmo o meu time ter caído de quatro, em casa. E os avaianos também não podem dizer nada e muito menos zoar. Levaram de 5. Tá feia a coisa! E a semana só começando. Nada de ondas para segunda, terça, quarta e quinta-feira. O mar reage só na sexta-feia. Não falei que tá feia a coisa...

sexta-feira, fevereiro 27

Surfe em março no CIC...

Acabo de receber sinal verde das marcas Quiksilver e Rusty para promover no cinema do CIC, nos próximos dias 18 e 19 de março, o lançamento dos filmes "Just Add Water" e "Changes". Serão duas noites, com sessões às 20h15 e 21h30, com aquele tradicional sorteio de prêmios. É o J'Bay Surférias de verão que se estende só mais um pouquinho, mesmo após a volta às aulas... Nos próximos dias outras informações.

+ uma na grande rede.

A parente "cabeça chata" da Blackwater. Clique aqui, cabra da peste...

quinta-feira, fevereiro 19

O Farol e o Carnaval.

Como já dizia o Neguinho da Beija-Flor: "Olha o Farol aí, gente!" Farol de Santa Marta, paixão de outros carnavais...

Dia 27 está logo aí.

Aproveite que é de graça. E a viagem está só começando...

Se é pra cornetear, então, vamos nessa: E o dia 27 está logo aí. Chega depois do carnaval, (será que tem gente que ainda caí de boca nas noites de folia e curte ouvir aquelas marchinhas: ei você aí, me dá um dinheiro aí. Ou aquela, quanto riso oh, tanta alegria...), todas as atenções do mundo do surfe estarão voltadas para a etapa de abertura lá na Gold.

Eles, leia-se, dirigentes da ASP, pretendem, começar a temporada com novidades e incendiando de vez o Tour, certo? Portanto minha 1ª constatação: O careca não leva essa etapa nem amarrado. Podem descartá-lo. Fica em 9º num resultado controverso. Slater vai sentir ainda mais o gosto salgado da água e saberá que não será nada fácil a conquista do seu décimo título. Se em 2008 os ventos sopraram favoráveis, 2009 será de tormentas contrárias.

2 - Mick é um bom nome para se apostar. Mas eu não gastaria minhas poucas fichas nele, embora velocidade e fluidez sejam ingredientes básicos nas direitas de Snapper. O cara de Coolangatta que conhece o pico como poucos se estiver concentrado será osso duro no quintal de casa. Mas, também não leva. Simplemente porque seu surfe mesmo sendo vanguarda deixou de ser novidade...

3 - Taj e Joel têm boas chances, mas não são "tão" queridinhos assim. Taj continua inconstante e mais uma vez deverá alterar boas e más atuações como sempre acontece (pode até chegar numa semi), e Parko, pra variar, não irá se encontrar - como sempre - num dos confrontos das quartas.

4 – Mesmo contra muitos, e para espanto total da nação, jogo minhas fichas no garoto (?) – já deixou de ser faz tempo - enxaqueca. Entre os brasileiros, Jihad será o que chegará mais próximo do prêmio maior, mas perde numa das semis. Matinhos é logo ali.

5 - Mineiro também será um dos destaques, mas para tristeza geral fica no caminho por pequenos detalhes e alguns décimos.

6 - No batalhão dos "goofies", todos sem exceção vão caindo, inclusive Heitor e Martinez, Patacchia, o rápido Buchan e o leve Otton.

7 – Jeremy Flores pode surpreender, assim como Drew, Kerr e o Jordy. Prenúncio de fumaça no ar. E lembre-se, onde há fumaça há fogo.

8 - Para o nosso querido portuga Tiago Pires também não será dessa vez. E lá vão nossos amigos lusitanos ao bom ondas chorar as pitangas. Já Bede começa a perder o "encanto" logo na primeira etapa e também dá adeus num dia de ondas fracas.

9 - Entre os novatos, Maca, Lipke, Barca, Bourez, Nic, Kling, Kekoa, poucas surpresas. Apenas 17ºs e 33ºs...

10 – Lembra de uma das primeiras frases no texto: Eles querem novidades e incendiar o Tour? Pois Dane Reynolds, o queridinho da América das revistas e da molecada, é um nome certo no pódio do campeonato de seu patrocinador. Anote aí. O outro, será Dean Morrison.

Dane X Dean estarão na grande final. Pode apostar.

Tá feito o meu post antecipado do Quik 2009. Agora é só esperar o dia 27 chegar.

E aí Maine, será que vale encarar mais uma?

sexta-feira, fevereiro 13

Príncipe da decadência.

Na minha ida noite dessas ao lançamento do livro do Fred D’Orey na livraria Saraiva Mega Store, conferi, quer dizer, dei uma folheada no livro “Spreckels surfing’s divine prince of decadence” e como o meu inglês é muito meia-boca, na verdade dei uma passada de olhos rapidamente, mas ainda quero comprá-lo apesar do preço módico de 169,00 reais.

O livro foi lançado no ano passado e conta a história de um cara pra lá de excêntrico e que viveu a frente do seu tempo no mais puro estilo drogas, surfe & rock and roll. O filme Bunker 77 (clique pra ver o trailer) está para ser lançado muito em breve.

Mas o que eu queria dizer é que pouca gente ouviu falar dessa figuraça que encarnou o espírito de excessos dos anos 70. Milionário aos 21 anos, ele surfou e se drogou em doses cavalares até morrer aos 27 anos. Sua memória é resgatada nesse livro da Taschen com inúmeras fotos do mundialmente consagrado Art Brewer.

Na última edição da revista Trip, uma reportagem especial com o tal do Bunker Spreckels. Nascido em 49, aprendeu desde cedo a pegar ondas quando morava no Havaí. Por seu avô ter apoiado o último monarca havaiano, rei David Kalakaua, pôde aprender os segredos da cultura local vetado aos estrangeiros comuns, entre eles o surfe, o esporte dos reis, já que os velhos Kahunas o proclamaram como a reencarnação de um príncipe local.

Adolescente, voltou ao continente, onde desenvolveu o seu surfe nas ondas da Califórnia. Aos 18, deu as costas à família e foi morar no isolado North Shore dos anos 60.

Mas o surfista nômade e sem dinheiro no bolso tornou-se herdeiro aos 21 anos e a simplicidade deu lugar a um milionário excêntrico, sempre disposto a pôr limites à prova e a se mostrar ao público bem antes da febre dos realitys shows.

Bunker contratou equipe de fotógrafos e cinegrafistas para registrar os seus passos para o documentário “The Player”, alter ego que acabou tomando conta de seu criador. No meio da edição acabou morrendo, oficialmente de “causas naturais”, versão difícil de acreditar.

Na revista Trip nº 172 você confere trechos de uma entrevista dada por Bunker em 1977 um mês antes da sua morte.

Uma de suas frases emblemáticas: ..."É satisfatório ter a reputação de pessoa mais decadente do surfe, porque eu a construí sozinho, sem a ajuda de marqueteiros e fabricantes"...

Mas bah, tchê...

O Surf & Music Festival, campeonato for fun de surfe, em sua 6ª edição nesse fim de semana em Atlântida-RS dá destaque aos carrinhos.

É isso mesmo, o campeonato que reúne surfe e música dá espaço também pro skate. A marca Hurley montou uma mini ramp na beira da praia onde estarão se apresentando os profissionais Rodolfo Ramos e Wagner Ramos.

No mar, disputas no surfe amador e na areia, uma superestrutura com muito som e descontração, com a apresentação de Dj's e outras atrações. É a combinação perfeita para transformar a plataforma de Atlântida no pico mais alucinante desse verão. Garota eu vou pra A-tlân-ti-da!

Problemas na Guarda.

A possível poluição ambiental e a especulação imobiliária numa área entre a praia da Guarda do Embaú e a praia da Gamboa, região de dunas e areias brancas entre o rio e o mar, preocupam. Enquanto o governador Luis Henrique da Silveira (PMDB) e sua comitiva estão em Dubai aprendendo como se transforma “deserto” em “área verde”, aqui no Estado de Santa Catarina a política parece ser bem diferente.

É mais ou menos isso que poderá acontecer no Rio da Madre, também conhecido como Rio da Guarda, assim como na própria Vila da Guarda do Embaú, que já sofre com a má administração municipal, além de outras regiões da Baixada do Maciambu, que poderão sofrer sérios danos ambientais e especulação imobiliária exagerada se o Projeto de Lei n. 0347.3/08, de origem governamental, que “reavalia e define os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro” e institui o “Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras do Maciambu” for realmente votado e aprovado no próximo dia 4 DE MARÇO DE 2009 (quarta-feira), como quer o governo. As associações reivindicam que participem da mesa de negociações o Ministério Público, que inclusive já apontou falhas no PL; a Fatma, órgão do próprio governo que ficou a margem do processo para criação do PL e o próprio Fórum Parlamentar da Alesc.

Outro dado interessante, é que depois de 33 anos à espera de uma solução, o projeto, diga-se de passagem, altamente complexo com mais de 800 páginas e mapas, foi mandado para a Assembléia em regime de urgência em novembro de 2008, e só não foi votado ainda, porque a Comissão de Turismo e Meio Ambiente, comandada pelo deputado Décio Góes (PT), e que ainda não deu seu parecer, não participou, no ano passado, como queria o governo, da votação em conjunto com as outras comissões, que já aprovaram o projeto de Lei.

Manifestação

Como forma de sensibilizar os parlamentares, as lideranças, juntamente com surfistas e membros das comunidades dos balneários da Guarda do Embaú, Pinheira, praia da Gamboa e adjacências fizeram uma manifestação pacífica, com faixas e cartazes durante a sessão plenária buscando apoio. Na oportunidade, também entregaram uma abaixo-assinado contendo mais de 750 assinaturas.

Resumo da ópera

O Parque Estadual da Serra do Tabuleiro (Pest) - reserva da biosfera mundial -, sob gestão da Fundação de Tecnologia e Meio Ambiente (Fatma), foi criado em 1975, mas, no entanto, nunca foi implantado realmente, sendo que cerca de apenas 10% dos donos de terras foram indenizados.

A população da Baixada do Maciambu, que engloba as praias do Sul de Palhoça, parte de Paulo Lopes e parte de Garopaba (cujos prefeitos apoiaram o projeto) é uma das que mais está sofrendo sem a fiscalização efetiva e com a falta da demarcação dos limites do parque (os invasores alegam não saber onde fica o limite do Pest). Assim, diante de tanta omissão do poder público, surgiu um denominado “movimento da recategorização”, que se não foi o ideal, serviu para alertar as autoridades da verdadeira situação da Baixada do Maciambu.

A partir deste movimento foi instalado o Fórum Parlamentar na Assembléia Legislativa que instituiu um Grupo de Trabalho onde participavam todas as partes, inclusive líderes da recategorização.

Quando tudo se encaminhava para uma solução pacífica, técnica e, principalmente, com o acompanhamento do Ministério Público, eis que o governo envia para a Assembleia Legislativa, em regime de urgência, o projeto de Lei n. 0347.3/08, que reavalia e define os limites do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e institui o “Mosaico de Unidades de Conservação da Serra do Tabuleiro e Terras do Maciambu”, que, como já foi abordado anteriormente, peca em detalhes e que, se aprovado como está, poderá afetar negativamente o ecossistema, trazendo prejuízos irrecuperáveis à nossa e às futuras gerações.

Diante da situação, para aqueles que são amantes do surfe, da natureza, das questões que envolvem as futuras gerações, seria interessante que enviassem e-mails para os deputados catarinenses, tentando sensibilizá-los para que abram as discussões novamente.


Marcos Aurélio Gungel (Kito)
Associação de Surfe e Preservação da Guarda do Embaú (ASPG)
Blog que reúne assinaturas para o abaixo assinado

Madera de dá em doido...

Tens compromisso prá esse sábadão? Banda Damadera sobe ao palco para show na Lagoa da Conceição. Vale conferir.

quarta-feira, fevereiro 11

segunda-feira, fevereiro 9

O homem da arte.

“...Depois de tomarem uma garrafa da cachaça "Pau Dentro" e fecharem alguns negócios, surgiu a idéia de celebrar os dez anos de evento na ilha com a arte do folclórico J. Borges, que aceitou de bate-pronto o convite e sugeriu comemorarem a parceria saboreando carne de cabrito em um restaurante na beira da estrada. "Enquanto esperávamos a refeição, peguei um guardanapo e desenhei uns garranchos com elementos de Noronha para ele ver. Ele usou a fértil imaginação para retratar o cenário, pois não tinha nenhuma referência do local", explica Alfio. A partir daí, J. Borges deu asas à imaginação e criou a imagem que originou o cartaz, palanque, toda comunicação visual e troféus do Hang Loose Pro Contest 2009...”

Para conhecer a história do homem por trás da arte, clica e vai.

domingo, fevereiro 8

É segunda.



Pra instigar a alma já nessa segunda-feira. A trilha é boa, aperta o play. Agora basta fechar os olhos e se imaginar nas longas direitas do Campeche (sem aquele crowd chato), nas esquerdas da Guarda, ou mesmo no seu pico preferido. E só deixar a imaginação tomar conta...