
Foi mais um fim de semana ensolarado. Ninguém tem do reclamar. Março tem sido espetacular. Aqui no litoral catarinense foi mais um de praias movimentadas e trânsito complicado.

Foi mais um fim de semana ensolarado. Ninguém tem do reclamar. Março tem sido espetacular. Aqui no litoral catarinense foi mais um de praias movimentadas e trânsito complicado.
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Como era difícil ser moleque nos anos 80. Pra quem pegava onda então... Eu vivi todo o drama. Conseguir uma carona para praia era um parto. No meu tempo de garoto (não faz muito tempo), eram poucos os amigos que tinham carteira de motorista. Contava-se nos dedos de uma mão os pais que liberavam o carro nos fins de semana para que pudéssemos ir à praia. Tudo era combinado já no meio da semana, e se usava um sistema de rodízio, que funcionava mais ou menos assim: quem havia ido na semana anterior rodava na seguinte pois a concorrência era grande.
Lembro que chegamos a combinar de economizar uma grana das mesadas para comprar um Dodge-Dart 72, para que todos pudessem ir juntos pro mesmo pico. A barca já tinha até nome. Iria se chamar “crowd” e ter as portas e o capô pintados. Foi mais uma das muitas idéias esdrúxulas que logicamente não vingaram.
Sei dizer que quando alguém lembrava de passar lá em casa para me dar uma carona era uma festa. O Aloísio Alemão tinha uma Kombi branca com a lataria toda podre. As portas eram amarradas com uma cordinha e o assoalho nem vou comentar, pois praticamente não existia. A kombosa era guerreira e nunca nos deixava
O Charles tinha um Chevette, pneus tala-larga, o conhecido trovão azul. Os bancos descosturados, com a espuma rasgada, sem falar na fumaça cinza e catinguenta que vinha lá do motor e inebriava o ambiente. As janelas geralmente fechadas. Aquilo mais parecia uma sauna. Um verdadeiro pavor. O cara apaixonado pelo AC/DC, se amarrava em ouvir o som esgoelado e no último volume. Como eu sofria, apertado, no banco de trás, com aquela barulheira ensurdecedora e o cheiro de óleo diesel queimado. Mas não tinha jeito. Era pegar ou largar. Ficar em casa nem pensar.

Tinha também o Jorge Costa que mesmo sem habilitação tinha um certo arrêgo com a dona Nilza. O nosso acerto com ele e com a "véia" era lavar e encerar o fusca quando chegássemos da praia. E mesmo cansados do dia inteiro no mar tínhamos que dar aquela geral na fusqueta, pois a mãe do Jorge inspecionava em detalhes e ainda nos dava uma dura quando o serviço ficava meia-boca.
Outro parceiro era o Martinez, um camarada que morava no centro da cidade e que de vez enquanto me botava na barca. Seu Fiat 147 estava em tudo quanto é canto.
Mas geralmente a nossa salvação era o Gabirú. O mais velho da turma usava um Fordeco 56 que durante a semana era utilizado na fazenda do seu pai. Embaixo da capota preta, a raça ia sentada nuns bancos improvisados de madeira e sacolejando pra todos os lados. A vida era dura, porém muito divertida. Gabirú era o mais ponderado, mais tranqüilo e liberava o toca-fitas pra quem tivesse um som legal. Era apertar o play e cair na estrada. Quando a banda ou o cantor ou a música nova não agradava aos ouvidos da maioria, a gritaria era grande. Abríamos a janela e jogávamos a fita fora, sem dó, sem piedade.
Um primo meu tinha um LP com aquelas coletâneas de bandas pouco conhecidas por aqui mas com o título sucessos internacionais. Escutei o som e de cara me amarrei. Aquilo sim era novidade. Agora eles iriam conhecer aquela sonzeira, pensei. Numa das faixas trazia Boney M. Tinha também um "tal" de Oingo Boingo e Talking Heads. Num total de 12 músicas uma delas dos também desconhecidos 10CC. Pois bem, durante a semana comprei uma Basf 90, gravei o disco na integra e esperei o fim de semana chegar.

Tudo pronto, fordeco lotado, tirei a tal fita da mochila e botei pra rodar. Não deu um minuto, nem tocou uma música inteira e neguinho botou o terror. Barulheira na caçamba. Tira essa merda! gritou um lá da cachorreira. E não adiantou argumentar. Nem deram chance, o novo som foi logo gongado. Janela aberta, fita zerinho jogada fora pelo caminho, para o meu desespero.
Há anos não ouvia falar dos caras do 10CC. Nem sabia de onde eram, quem eram, e o tipo de som que faziam. Só conheci aquela música que nem chegou a tocar direito. Dias desses lembrei do som e achei esse vídeo (tosco é verdade), bem das antigas, no youtube.
Dá uma ouvida aí e vê se a fita não merecia vida mais longa. E mais uma dica: Feche os olhos e sinta o som...










Acima alguns momentos do que rolou nas noites dos dias 18 e 19 de março durante as apresentações dos filmes "Just Add Water" da Quiksilver e "Changes" da Rusty. O cinema não chegou a lotar como aconteceu durante o J'Bay Surférias na temporada de verão, mas um bom público foi conferir os lançamentos. Foram sorteadas pranchas SRS, Blocos Teccel, dvds, camisetas, moletons e brindes das marcas, além de decks e cordinhas da Jungle. E pra fechar, coquetel com boa música, na faixa, no Café Matisse. Em julho tem mais...
A partir dessa sexta-feira alguns dos melhores surfistas brasileiros estarão em ação em Floripa. Primeira competição importante na Ilha pós verão. A etapa de abertura do tradicional circuito catarinense de surfe profissional, organizada pela FECASURF rola nas ondas da Joaca. Válida pelo "Brasil Tour 2009" - segunda divisão do brasileirão - o campeonato distribui 30 mil reais. Hora de conferir os novos nomes.
Esse aí cansou de esperar pelo swell...
Nessa quarta-feira, 18 e quinta-feira, 19 de março, serão lançados em Floripa os mais novos filmes das marcas Quiksilver e Rusty. As apresentações acontecem no cinema do CIC, com sessões às 20h15 e 21h30.
Ao final de cada sessão, como acontece tradicionalmente, haverá sorteio de muitos prêmios: São pranchas SRS do shaper Rodrigo Silva, blocos Teccel, camisetas das marcas Rusty e Quiksilver, além de dvds e acessórios Jungles. Para instigar, confira o trailer do "Just Add Water" com Clay Marzo clicando aqui e o "Changes" com a equipe internacional da Rusty, clicando aqui.
Passadas as emoções da etapa de abertura do CT, as atenções se voltam para algumas etapas do QS pelo mundo. O próximo encontro com a "nata" está marcado para as ondas geladas de Bell's - palco da etapa mais tradicional do Tour. Em meio a tantas informações e com um monte de gente (inclusive eu) dando seus prognósticos, geralmente furados, surgiu recentemente um novo site, brasileiro (mas com o nome em inglês), em que você pode dar os seus pitacos e ainda ganhar uns brindes. Vai lá!
Deu na BBC Brasil.
Deu em nada...