quarta-feira, maio 19

Tá olhando aí por quê?

De fora parece fácil.
Bonita, perfeita!
Mas vai lá dentro...
Joaca, hoje pela manhã, antes do vento sul entrar rasgando.
Séries pesadas de 2,5m a 3,0m marchavam em direção a beira da praia.
No Magic Sea Weed, a informação indicava 10 pés com período de 9 segundos.
Para o decorrer da semana o mar baixa muito pouco.
Vai continuar cascudo até domingo.
Ondulação virando pra sudeste e vento sul para os próximos dias é o que indica a previsão.
Vai surfar?

Começou o Maresia na Mole

Floripa acordou nessa quarta-feira contando os prejuízos causados pela chuva e pelo forte vento leste que soprou durante toda noite e madrugada. E que vento forte! Acima de 40 nós, fácil. O vento agitou o mar e as ondas que estavam pequenas subiram em menos de 24 horas. Hoje na Mole as maiores ondas passavam dos 2,5m, cascudas, quebrando em intervalos curtos, dificultando a vida dos competidores. Que o diga Neco. Ele pegou uma onda logo no início da disputa e passou o restante do tempo remando contra a correnteza sem conseguir chegar até o outside. Muitas caras novas buscam o seu espaço. Esse aí na foto acima é Vicente Romero, moleque de 16 anos, local da Barra da Lagoa que conseguiu avançar para a segundo round. Ricardinho dos Santos, da Guarda do Embaú, pegou dois belos tubos e também avançou. Eu fico lá do alto do palanque - sequinho - só de olho no que essa molecada ainda vai aprontar. Acompanhe a transmissão on line do Maresia Surf International e mande a sua mensagem. Não vale me xingar, né?

domingo, maio 16

A vida

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro e nos livrar logo disso. Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o suficiente para poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade. Então você vai pro colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna bebezinho de colo, volta pro útero da sua mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando e... termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"
A vida segundo Charles Chaplin.

Antes da final...

Olhe o que o nosso intrépido artista Murilo Graf descobriu ao remexer o seu arquivo de fotos durante as finais na Vila. É a imagem de um torcedor anônimo que conseguiu desestabilizar o Careca 9X, momentos antes da bateria decisiva. O "cara" de verde é o torcedor simbolo do Santa Catarina Billabong Pro... Cartas para a redação do Alohapaziada!

segunda-feira, maio 10

O Dragão e o Índio

Jake Paterson venceu em 98. Neco levou em 99. Trent Munro foi o campeão no ano seguinte. Depois de três edições consecutivas na Mole o Maresia Surf International mudou-se pra Brava de Itajaí por dois anos. Em 2007 deu Mineirinho, em 2008 Jano Belo. No ano passado essa etapa do WQS voltou pra Mole e um moleque abusado, até então desconhecido do grande público, Gabriel Medina, vindo da primeira fase tomou de assalto e conquistou o lugar mais alto do pódio. Tive o prazer de acompanhar todas essas edições e posso garantir que nenhuma foi tão marcante quanto essa de 2009. Faz tempo que não temos um campeonato internacional em Florianópolis com boas ondas e com o tempo firme. Que o "Dragão" e o "Índio" estejam inspirados e nos protejam.

É nesse sábado

Ficou para esse sábado, dia 15, na Praia Mole, o Test Drive Rider, com os novos modelos de pranchas Rusty. Uma ação promocional que vai durar o dia inteiro. São 7 modelos (fish, quatro-quilhas, redline) da série Rusty Surfboards 2010. Sávio Carneiro (chefe da equipe)comentou durante o test drive realizado no Rio de Janeiro uns dias atrás, que o modelo Dwart, campeão de vendas na Califórnia nesse verão é considerado a prancha sensação, com uma linha diferente dos modelos convencionais essa fish torna o surfe pura diversão em ondas pequenas. Tá todo mundo convidado pra pegar umas ondas e pilotar essas novas pranchas especiais.

sábado, maio 8

Surfar? Que nada.

Ventão sul, chuvinha fina, mar mexido, frio...
Surfar?
Que nada.
Eu quero é a Laurinha!
Vai cantar bem assim lá na minha praia...

sexta-feira, maio 7

Foi só passar um lustrador...

Hoje bateu uma saudade danada de rever alguns amigos. Amigos daqueles inseparáveis, de quando se é moleque, da época do colégio, de quando não se tinha compromissos maiores com a vida a não ser ir relativamente bem nas provas para poder enfim aproveitar os fins de semana.

Pensei em ligar para alguns deles, saber como estão, ouvir algumas novidades, lembrar do passado e dar infinitas risadas. É que o tempo tratou de fazer cada um seguir seu caminho. Uns casaram, outros já estão separados. Uns engordaram outros perderam cabelo e alguns poucos ainda continuam pegando onda. E pegar ondas ou até correr delas era o que fazíamos nos sábados e domingos há vinte e muitos anos atrás...

A foto acima é histórica afinal foi a nossa primeira ida até a praia de Palmas. Lá organizamos entre nós um campeonato que depois se tornou tradicional entre os amigos no bairro. O “Ressaca Surf” só rolava em condições extremas - de mar ruim – nunca, em nenhuma das oito edições, o mar apresentou uma condição legal, mas isso também pouco importava. O campeão levava um troféu e havia medalhas para o segundo e terceiro colocados.

Participar do “Ressaca Surf” era uma comédia porque ninguém pegava nada. Um ou outro achava até que pegava. O legal era a bagunça e os preparativos em torno do evento. E o mais divertido era o caminho até Palmas, principalmente em dias de chuva. As estradas de barro ficavam enlameadas e aí as tocaias, com guerra de lama, entre as turmas nos carros se tornavam inevitáveis.

Jorge Costa, hoje shaper, foi o maior campeão dos “Ressaca Surf”. Deve ter vencido umas três edições, todas até hoje sob suspeita. O que acontece é que nós mesmos nos julgávamos quando não estávamos n’água competindo. E Jorge como juíz roubava na cara dura com o objetivo de eliminar seus adversários mais fortes.

Na foto da esquerda pra direita uma parte da raça reunida:

Nelson (vestindo uma roupa de mergulho) é treinador do Tupper time de futsal de São Bento do Sul. Foi o vencedor da primeira nossa edição do nosso "Ressaca".

Jorge Rato (camisa branca) trabalha com pescados.

Marquinhos (calção verde) torceu o joelho e se aposentou pro surfe. Ainda guarda na garagem de casa uma Joca Secco toda amarelada pra lembrar dos bons e velhos tempos.

Fabiano (calção vermelho e de taça na mão) foi o campeão da nossa segunda edição com uma única onda surfada até a beirinha.

O Marcelinho está lá no fundo. O Siri era uma figuraça. Ficava o tempo todo boiando no outside esperando a boa da série que nunca vinha. De tando estudar virou Promotor de Justiça. Mora em Lages. Esse deu certo na vida!

Sem camisa, com punho cerrado, o shaper JC, que nessa edição ainda não havia planejado a tal malandragem que começou a partir da nossa segunda edição. Jorge tinha um fuscão e era com ele lotado que íamos pro surfe. Isso quando a mãe dele liberava.

De camisa verde com uns coqueiros desenhados (coisa medonha) aparece o Emerson. Era um garoto esbelto, forte. O apelido diz tudo: Sansão. Até que levava jeito no surfe, foi um bom jogador de futsal e hoje é um ótimo advogado. Qualquer encrenca é com ele.

E de calção quadriculado e jaqueta Mormalho – nunca diga dessa água não beberei - o terceiro colocado. Dias desses achei essa medalha numa gaveta no meio de outras tantas bujigangas. Lá estava ela, enferrujada e com o escrito no verso já quase desaparecendo.

Foi só passar um lustrador e ela voltou a brilhar...

quinta-feira, maio 6

Kelly ficou tontinho...

Mais uma! Taí a versão do cartunista Murilo Graf para a vitória do potiguar sobre o 9x campeão do mundo lá na praia da Vila. O que a imprensa marrom omitiu, não informou, sequer divulgou, é que pós final, Mr Slater teve uma rápida passagem pelo Hospital de Imbituba. Lá, foi diagnosticado uma labirintite aguda adquirida após observação de uma sequência interminável de aéreos do cabra Jadson nordestino porreta André. Se não fosse a equipe competente do "Sarna Surf", kellinho não teria tido alta ainda...

Arroz de festa

Dizem que conhecemos a essência de um artista no seu terceiro trabalho, na sua terceira obra, seja ele músico, videomaker, escritor, pintor, escultor, cineasta. O primeiro pode até ser considerado como o melhor, o que de repente recebeu maior interesse da crítica, o melhor de vendas, ou de maior sucesso junto ao público. Muitos somem, desaparecem na poeira de uma segunda produção... Seja cd, dvd, filme, pintura, livro, é no terceiro trabalho, que a coisa adquire maior identidade e se solidifica. Tudo isso pra dizer que o Jornal Drop chegou ao número 100. Se é difícil e tortuoso de fazer o primeiro, de se chegar ao segundo, de manter o espírito com o terceiro, imagine chegar a 100 edições. O jornal que começou lá em 1998 com o jornalista paulista Felipe Fernandes e o fotógrafo carioca Flávio Vidigal segue firme tocado por outras mãos e mentes. Carol e Zago juntos com o Eduardo continuam com a saga de manter o Drop vivo. Nessa quinta-feira, dia 6, eles fazem a festa e recebem amigos e colaboradores no Vecchio Giorgio na Lagoa da Conceição. E é mesmo pra se comemorar! Só esqueceram de mandar os convites...

segunda-feira, maio 3

Pouco surfe na TV

Tirei esse fim de semana de ondas fraquinhas para dar um descanso no esqueleto após dias movimentados em Imbituba. Estatelado no sofá de casa e de controle remoto na mão zapeei sem compromisso pelos canais em busca de distração. Um futebolzinho aqui, um Low & Order na Universal, um documentário na GNT sobre o planeta Terra (aliás muito bem produzido), um vídeoclipe no Multishow (que coisa apelativa as negras americanas cantando rap e exibindo o corpo), e até o Caldeirão do Hulk e Faustão passaram na minha telinha. Pra variar pouca coisa interessante.

Me chamou atenção imagens do capotamento de um carro que depois de rodar inúmeras vezes acabou caindo junto ao público que assistia a corrida. Ainda bem que tudo não passou de um susto.

No instinto eu sempre acabava procurando os canais de esportes. No Sportv-1, dá-lhe tênis! Mas como coça a bunda aquele Nadal? Que cacoete feio. Alguém precisa orientá-lo. Toda vez que vai sacar ele leva uma das mãos até a bunda para desatolar a cueca. Que coisa medonha.

No Sportv-2, canal 39, além do programa Tá na Área e de vários documentários sobre histórias das Copas do Mundo, assisti a grande final do volei com a Cimed campeã. Só consegui ver surfe no programa Zona de Impacto, com as imgens do último big swell que invadiu o litoral brasileiro. O novo apresentador até que manda bem, tranqüilo, sem poses nem gírias e sem marra.

O que gostaria de dizer - e vou tentar - é que ao longo dos dois dias (sábado e domingo), foram seguidas reapresentações desses mesmos programas. A super final do volei foi reapresentada umas cinco vezes, as partidas de tênis, os documentários com as histórias das Copas de 62, 82 e 2002, enfim. Até esse tal capotamento passou no Fantástico pela enésima vez.

Porém, não vi sequer um boletim com informações da etapa do mundial de surfe. Nada do Billabong Pro Santa Catarina. Ou uma nota da vitória do Jadson André. No Globo Esporte de sexta-feira, um dia após a sua vitória, o feito do brasileiro havia rendido pouquíssimos segundos de destaque.

Durante os dias de campeonato na Vila dava pra notar que o pessoal da Rede Globo tinha total liberdade de trabalho enquanto as demais emissoras aguardavam numa área reservada. Renan Rocha, pela ESPN, ficou maluco do outro lado da cerca a espera de um melhor momento para produzir seu material. Outros fotógrafos, repórteres e cinegrafistas se acotovelavam para conseguir uma entrevista, uma foto ou cenas dos atletas. A chiadeira deixava no ar um clima nada amistoso.

Por força do contrato de exclusividade os organizadores priorizam a Rede Globo e RBS-TV. Só que essas mesmas emissoras utilizam muito pouco material nos seus programas. A cobertura foi ridícula nos canais que detinham o direito do evento. E quem perde com isso somos todos nós que vimos pouca coisa ou quase nada pela TV. Até nos dias em que a transmissão pela internet ficou comprometida nada se veiculou.

O Edinho Leite em seu blogue comenta a respeito dessa situação e numa frase resume bem o meu texto. “Resta a esperança de que um dia a própria ASP possa negociar essa importantíssima peça do jogo (transmissão). Será ótimo, tanto para o esporte quanto para atletas e público, que realmente alguém possa fazer um trabalho bacana e com compromisso”.

Fotos: Júlio Cavalheiro, retiradas do Blogue do Banana.

Você decide

E aí, na sua opinião, quem é o mais ET?
( ) Valdyr Agostinho, o homem das pipas lá da Barra da Lagoa
( ) Colunista do DC e da RBS-TV
( ) Kellinho
( ) Exmo "gove" de Santa
( ) Repórter que virou apresentador

domingo, maio 2

Jadson cearense?

Fala aí, Jadson: cearense é quem nasce no Ceará. Quem nasce no Rio Grande do Norte é potiguar...

Aloha amigos!
Como não poderia deixar de fazer, dedico esta postagem ao jovem surfista “cearense” Jadson André, que levantou a bandeira brasileira em território nacional ao vencer a terceira etapa do WT.


Tá lá no blogue do "
Rico".

Corrigindo então o texto do De Souza...

Aloha amigos!
Como não poderia deixar de fazer, dedico esta postagem ao jovem surfista “potiguar” Jadson André, que levantou a bandeira brasileira em território nacional ao vencer a terceira etapa do WT.

Jadson André local de Ponta Negra no Rio Grande do Norte.
Ceará, Rio Grande do Norte são estados próximos. Ali tudo é tão pertinho, porém...
Se até o Rico de Souza, a lenda, o embaixador do surfe brasileiro errou, porque a Sportv e a Globo também não podem?

sábado, maio 1

Jadson nos tirou das trevas!

“...CJ Hobgood escreveu no seu twitter que air reverses são o novo cut-back, de tão simples para a nova turma que chegou ao tour.
Ninguem tem a percentagem de acertos como Jadson.
Matt Wilkinson pode voar quanto ele quiser, Owen pode ir mais alto, os Gudauskas rodar e ropopiar, mas ninguém volta de tantos aéreos quanto Jadson.
Nem Dane, nem Jordy.
Não digo que os aéreos do Jadson são mais altos, nem mais difíceis, simplesmente ele conseguiu incorporá-lo no seu repertório melhor e mais rápido do que o resto da turma.
Antes da final, João Carvalho, homem das estatísticas da ASP South America, passara ao meu lado e cochichou, se Jadson ganha, vai pra quarto empatado com Fanning.
Pensei nas possibilidades.
Melhor início de temporada dum brasileiro em toda a história.
Primeira vitória dum brasileiro desde Peterson Rosa em 98 na Barra, virando na última onda com um aéreo, pra cima do Mick Campbell.
Tá aí o elo entre as duas vitórias.
Peterson antecipou em 12 anos a manobra que nos tiraria das trevas...”


Leia o texto do Julio na integra. Aqui ó!

Na mesma sintonia:

Engraçado que no caminho de volta pra casa, enquanto dirigia pela BR101, ainda vivenciando a conquista do Jadson André, lembrei da onda do Peterson lá na Barra da Tijuca no Rio Marathon Pro já no distante 1998. Também um aéreo só que no inside, pra passar a régua e fechar a conta do Campbell. Tanto no Rio como em Imbituba, ambos, só que em momentos distintos, nos fizeram flutuar de alegria!

Quem é o mais ET?

Essa charge é a primeira de uma nova série produzida pelo artista Murilo Graf. Vou ter que explicar pra quem não mora em Floripa. Esse aí é o "Hélio Crosta", um bem sucedido repórter policial de rádio, hoje apresentador de um programa na Rede Record, com o nome pra lá de sugestivo: Jornal "Móe o Dia". Da vida bandida das ruas da cidade ao surfe nosso de cada dia. É muita carnificina...

Yes, temos Jadson!

Alô editores:
Quem sabe agora nossas revistas especializadas possam dar a esse garoto o merecido espaço de destaque em suas páginas. É o brasileiro melhor estreante de todos os tempos na corrida pelo titulo mundial de surfe profissional. E têm só 19 anos. Jhon-Jhon Florence? Forever Young?

O futuro chegou:
Jadson está na água nas quartas de final. Nos últimos instantes, na última onda, ele vira o resultado a seu favor com dois aéreos muito altos contra Michel Bourez. O português Tiago Pires, incrédulo, se vira para Jeremy Flores e fala: O que nós estamos fazendo aqui ainda?

Coitado:
Luke Munro saí desolado após ser massacrado no confronto com o Jadson André. Entrega sua lycra para o beach marshal. Nesse meio tempo se aproxima um amigo também australiano. Ele gesticula com os ombros e sussurra algo tipo: Nem com ajuda de Deus. Não pude fazer nada!

Considerações do WT

Cenário armado:
A lua cheia e o céu estrelado na madrugada era prenúncio de um dia mágico. No nascer do sol um tom alaranjado. O mar com esquerdas pequenas mas bem formadas. Tudo indicava para uma sexta-feira especial em Imbituba.

Nova era:
Por pouco nessa etapa brasileira não tivemos a tão alardeada mudança de guarda no WT. Faltou combinar com o Slater antes da bateria contra o moleque australiano Owen Wrigh.

Números:
Em 86, no Hang Loose Pro Contest, cerca de 40 mil pessoas lotaram a praia da Joaquina durante as finais. Em 2003 no Nova Schin Festival cerca de 15 mil assistiram a vitória de Slater sobre Mick. Ontem o público não chegava a 5 mil pessoas. Será que o surfe cresceu mesmo?

Gol de placa:
Se no ano passado Mineiro bateu na trave ao perder nos instantes finais. Nesse ano Jadson deu o troco e fez um gol de placa, digno de um Maraca lotado e aos 45 minutos do segundo tempo...

De arrepiar:
A Vila se transformou num estádio de futebol. E a sofrida torcida brasileira cansada após anos seguidos sem resultados expressivos de seus ídolos gritou bem alto: É campeão! É campeão!

sexta-feira, abril 30

Kelly por Rob na Trip

"Uma vez, ainda crianças, estavam na casa dos pais do Rob, na California, e tinham que ir para praia para uma competição amadora. Enquanto faziam hora, jogavam pingue-pongue. Rob vencia todas as partidas e Kelly não se conformava. Rob foi ficando preocupado, alertando ao amigo de que eles iriam se atrasar para as baterias, mas Kelly queria sempre uma nova partida. Até que Rob o deixou vencer, ele se acalmou e os dois puderam ir para o campeonato. Que, diga-se, terminou com Kelly em primeiro e Machado vice".

quarta-feira, abril 28

Alguma novidade?

Não teve ação dentro d'água?
O jeito foi cair na night. Advinha quem levou a bateria...

Maratona na Vila

Já estamos nas oitavas. Foram dois dias parados. Havia combinado com os poucos (olha que vem aumentando!) amigos leitores do Alohapaziada em escrever algumas linhas sobre as disputas da repescagem. Mas já faz tanto tempo. Tudo aconteceu lá no longínqüo domingo.

A segunda fase serviu como sempre para reparar alguns danos não programados. O estrago seria enorme para a sequência do “Santa Catarina Billabong Pro” (aqui no blogue damos o devido valor ao din-din que o nosso governo enfiou no WT de 2010), sem as presenças do Mineiro, do Taj, Mick, Andy, Slater e mais um ou outro que não conseguiu andar nada durante a fase que também não valia muita coisa.

Nessa ordem, Taj, Mick, Slater, Mineiro entraram na água e não tiveram adversários no mesmo calibre. Foi um esculacho tal a superioridade. As performances de Tânio, Ricardinho, Messias e do coitado do Blake Thornton sequer incomodaram. Na sequência Marco Polo dançou, assim como Andy. De resto, alguém pode me dizer se viu o Brett Simpson, Adam Mellin e o Jay Thompson por aí?

Choveu em Imbituba mais do que em qualquer outro lugar do mundo na segunda-feira. Isso sem falar nas ondas que baixaram. Na terça foi o vento sul que entrou forte. Como resultado: dois dias em stand by.

A quarta-feira foi de sol, ondas bem manobráveis abrindo pros dois lados e fortes emoções. Entre um pão de queijo, uma colherada no açaí, e umas fatias de uma deliciosa torta de limão, vendida a módico 6 reais, acompanhei alguns confrontos.

Estarrado no sofá vi Luke Munro despachar o Bobby, Jadson (foto: Aleko-Waves) voar sobre Damien Hobgood, o inconstante Michel Bourez trucidar as esquerdas alinhadas contra um patético Perrow, Joel passar apertado contra Matt Wilkinson, Mineiro surfar o necessário contra o Patrick Gudauskas e Dane Reynolds com duas ondas apenas regulares levar a melhor contra um pesado Kekoa Bacalso.

Entre um bate papo e outro com vários conhecidos – o público decepcionou – que também acompanhavam as disputas, vi Taj não se achar, Neco receber mais uma nota baixa, Knox se superar nas direitas e Owen Wright levar a melhor sobre Bede. Depois relaxei. Só parei para olhar novamente o mar nas baterias das oitavas.

É isso mesmo, tivemos uma maratona de 20 baterias ao longo do dia. As 16 do terceiro round e mais 4 das oitavas. E aí sim o campeonato pegou fogo. Jadson André se concentrou nas esquerdas e abusando da velocidade e dos aéreos em três delas fez notas acima de 8 pontos. Deu pena do Luke Munro ao vê-lo sair d’água. No seu rosto toda a tristeza estampada pelo maior massacre até o momento. A escovada deve ter doído.

Depois foi a vez de Joel dar adeus. Escolheu mal as suas ondas, buscou pontos nas direitas curtas pra dentro do canal. Não deu! Fazia tempo que eu não via um Parkinson tão desmotivado. Devolveu a lycra pegou suas pranchas e se foi assim como o sol.

Já com um arzinho frio pelo vento maral e com as temperaturas em queda, típica do outono no sul, me ajeitei para assistir Mineiro e Dane Reynolds. Gostei e não gostei do que vi. Mas sobre essa disputa que deverá ter desdobramentos - como por exemplo colocação no ranking) ao longo do ano com discussões prá lá de acaloradas, escrevo amanhã.

O Repesqueichon...

Catarinense Neco Padaratz embalado e empolgado pela vitória na primeira rodada em Imbituba no sábado, coloca seus adversários, Mineiro, Kelly, Jadson, Taj, Andy e Mick pra dançar a música baiana que invadiu as ruas e as praias de todo Brasil.

terça-feira, abril 27

E a transmissão pela web...

Não pôde estar na Vila nesse fim de semana?
Preferiu assistir as disputas em casa?
Não conseguiu ver nada pela web?
A transmissão caía a todo instante?

Julio Adler, no site da Surf Portugual, comenta sobre o andamento do Billa Pro:

"Reforça-se assim a imagem de merda que o Brasil já tem no mundo do surfe. Não temos ondas boas e não sabemos fazer o diabo do webcast. Logo no Brasil, lugar de onde saiu Mano Ziul, camarada que criou e desenvolveu a tecnologia do webcast e referencia para todos outros esportes quando se trata de transmissão de eventos esportivos via internet. A mesma velocidade do ano passado já não vale nada nesse ano, diz Mano. Agora as fotos pesam 14 mega, os videos são todos em HD e a quantidade de dados transmitidos é quatro, cinco vezes maior. Sem contar que a empresa contratada pra nos prover a banda... nem é bom falar. O ideal seria uns 7 megas para uma boa transmissão, aqui não temos nem 1 direito (dois mega divididos em dois idiomas). Mas as coisas estão se ajeitando e amanhã deve melhorar. Espero".

Vai .

E o que dizer então da cobertura da Sportv? Com direito de cobertura adquirido e assegurado pois o evento é da RBS-Rede Globo, no canal campeão apenas futebol e alguns flashes de Imbituba dentro da programação. Que falta faz a ESPN...

Um pouco da história...

“O dono de um pequeno comércio, amigo do poeta Olavo Bilac, abordou-o certa vez na rua: - Sr. Bilac preciso vender minha propriedade que o senhor bem conhece. Poderia, por gentileza, redigir o anúncio para o jornal? Olavo Bilac apanhou o papel e escreveu:" Vende-se encantadora propriedade, onde cantam os pássaros ao amanhecer no extenso arvoredo. Cortada por cristalinas e marejantes águas de um ribeiro. A casa, banhada pelo sol nascente, oferece a sombra tranqüila das tardes, na varanda". Meses depois, o poeta reencontrou o amigo e perguntou-lhe se havia conseguido vender a propriedade.- Nem pense mais nisso Sr. Bilac. Quando li o anúncio que o senhor escreveu é que percebi a maravilha que tinha nas mãos.”

O Início:

As praias de Imbituba foram desbravadas por famílias gaúchas no fim da década de 60 e início dos anos 1970. Foi na casa de Jorge Johampetter que, por meio de um mapa, descobriu-se que o litoral catarinense era todo recortado por costões, com reais possibilidades de boas ondas.

Os Johampetter, os Bins, os Chaves Barcelos, os Pettini e os Sefton chegaram no inverno de 66. A partir de então, todos os feriados, finais de semana e principalmente nas férias, o roteiro Porto Alegre – Imbituba era percorrido em verdadeiros surfaris reunindo toda moçada em cerca de oito a dez carros. Eram doze horas de viagem por estradas de chão batido, passando por muitas cidades. A linha do trem cruzava a estrada a toda hora. A princípio todos ficavam hospedados no Hotel do Moreira, o único da cidade.
Com ajuda do Sr. Pudico, corretor de terras da região, foram desbravadas novas praias. Rosa, Vermelha, Ferrugem, Silveira, Ouvidor, Ibiraquera e Itapirubá eram percorridas seguindo-se os caminhos de carros de boi. O legal disso tudo é que os integrantes destes surfaris iam sempre para o mesmo pico. Ninguém se dividia. E quando atolava algum carro, havia muita solidariedade. Ninguém ficava pelo caminho, recorda Paulo Sefton um dos pioneiros.

A praia do Porto foi a primeira base das famílias gaúchas em Santa Catarina. Eram cerca de cinco casas no canto direito, também conhecido como Canto do Paraná. Aquela imensa área verde, com suas árvores centenárias, também era chamada de “Bosque” e dividia as praias do Porto e da Vila. Aquilo era a Disneylândia para qualquer surfista: vento nordeste terral na Vila; com o vento sul, a praia do Porto estava protegida. De acordo com o swell e o vento, bastava cruzar o Bosque pra fazer a cabeça.

Entre os locais, Zé Henrique Costa, conhecido como Lilico, Tadeu, Marinho e César, adquiriram, juntos a primeira prancha, mas apenas Lilico conseguia se equilibrar. Renato Picarski, Mezo, Natanael, Cláudio, Baia, Ivinho, Gariba, entre tantos outros da tão falada “Rua de Baixo”, Clever, Neno e Nabor Heleodoro, Carlos Capaverde, Jota, Gil de Bona, Chicão, Machucho, Marisco da Vila Nova e Flavinho Bortolluzzi (primeiro fabricante de parafinas da cidade), entre muitos outros, também colocaram seus nomes na “linha de arrebentação” do surfe imbitubense.

Por volta de 1971, Bento Xavier da Silveira foi o primeiro surfista do eixo Rio-Sampa a pegar ondas na região e sentir o potencial do lugar. Rapidamente a notícia de boas ondas se espalhou e a invasão não tardou. Renan Pitanguy, Paulo Proença, Toni Catão, Roberto Perdigão, Daniel Friedman, Rico de Souza, Maraca, Penho, Wanderbill, Arnaldo Spyer, Dani Boi, Roberto Sombra, Fedoca e mais um monte de cariocas e paulistas chegaram logo em seguida em busca de ondas e diversão.
A família de Toni Catão (de short azul e óculos na foto acima) surfista carioca, era a responsável pela exploração do porto e possuía várias casas à beira-mar. A mais imponente era conhecida como Chalé 4. Esse, com uma vista única da praia da Vila, hospedou muita gente e tornou-se a base para um novo estilo de vida de jovens descompromissados.

As pranchas eram as Raízes, do Fumaça e do Bocão Pegoraro, shapeadas pelo Mudinho. Tinha também as pranchas Pura Vida do shaper gaúcho Johnny B. Good, a Style do shaper local Nabor Heleodoro e a Original Surfboards do shaper Ricardo Ferraz. Nesse período surgia a Vic-Stick, do shaper Victor Vasconcelos que mais tarde mudaria para Hot Stick numa parceria com Pedro Bataglin. Também foi ali que iniciou-se a confecção das primeiras bermudas de surfe brasileiras, a marca Nazimbi (em referência à cidade - Na Zimbituba = Nazimbi), de propriedade do paulista Dani Boi.

Imbituba já era surf city muito antes de alguém imaginar que o surfe atingiria os patamares atuais de popularidade. Essa época era simplesmente fantástica. Foram os anos dourados e Imbituba era o templo do surfe, o paraíso.

Quando tudo conspirava a favor para a cidade explodir como autêntico pólo do surfe, surge a Indústria Carboquímica Catarinense, empresa estatal, poluente, que aproveitava o rejeito piritoso do carvão para produzir ácidos sulfúrico e fosfórico.

Os políticos e empresários, enxergaram naquele momento apenas a oportunidade de desenvolvimento a curto prazo e esqueceram de toda a destruição ambiental que o local sofreria ao aceitar uma indústria química.

Nesse período, a cidade chegou a ter uma certa estabilidade econômica com muitos empregos gerados principalmente pra quem chegava de outros estados. Nessa mesma época, os molhes do porto foram ampliados e as casas do Canto do Paraná destruídas. De quebra, sobrava aos moradores apenas o pó vermelho – óxido de ferro jogado pelas chaminés da ICC – que cobria boa parte da cidade como um tapete marrom – árvores, casas, ruas, nada escapava.

Com os sinais de poluição a cidade perdeu seu charme e o primeiro grupo de desbravadores gaúchos dividiu-se buscando outras praias na região de Garopaba. A corrente de malucos cariocas também esfriou e a cidade iniciava um período de mudanças radicais e de declínio. Imbituba caiu em um ostracismo tão forte, causado pelo enfeiamento da cidade e por uma série de outros fatores econômicos e políticos, que, em 1992, resolveu-se desativar a ICC. Era o fim da poluição!
De volta para o futuro:

O ressurgimento para o mundo das competições de surfe ocorreu com a realização do OP Pro em 94. A Vila voltou ao cenário escolhida para abertura do circuito brasileiro profissional. Com o sucesso do evento, a história começa a mudar. O turismo redescobre a cidade e até as Baleias Franca voltam a frequentar o paraíso em número cada vez maior.

No surfe, a semente do esporte, introduzida pela geração dos anos 70, voltou a crescer e continuou dando frutos. Várias gerações se formaram desde aquela época e suas praias continuam sendo destino para muitos surfistas.

Em 2000, foi a vez de a praia do Rosa sediar uma etapa do WLT, circuito mundial de longboard. Nos anos seguintes a Vila aparece novamente em destaque ao receber a penúltima etapa do Circuito Super Surf. Em 2003 uma nova história começa a ser escrita com a chegada dos principais nomes do surfe mundial que sedimentam de vez o nome da praia entre as melhores ondas do Brasil e do mundo.

A cidade ganha status de Capital do Surfe e se transforma. A prefeitura e o governo do estado se engajam no novo momento e, revitalizando a orla com calçamento, estacionamento, bancos, racks de prancha, decks de madeira e chuveiro, apóiam a vinda para Imbituba desta que é a principal competição internacional em águas brasileiras,

Títulos mundiais passam a ser decididos nas ondas da Zimba e a população que até então pouco se interessava pelo surfe, agora tem na ponta da língua os nomes da maioria dos tops da ASP. A pequena e pacata Imbituba no período do campeonato torna-se reduto de várias tribos. É gente de tudo quanto é canto. O que até alguns anos atrás, quando a cidade estava esquecida no tempo, era praticamente improvável de se dar, hoje se acontece todos os dias: a divulgação de Imbituba para o Brasil e para resto do mundo, e a vinda de turistas, o que gera renda para uma parte de sua população.

Atualmente a cidade trabalha também sua outra vocação ecológica, e se volta para o turismo de observação de Baleias que a visitam durante os meses de agosto a novembro para acasalar, procriar e amamentar seus filhotes.
Se Olavo Bilac com um olhar romántico e com pequenas observações fez o amigo repensar a venda da sua propriedade, aqueles jovens cabeludos dos anos 60 transcenderam idade e fronteiras, e a herança deixada por eles, mesmo após o período negro da ICC, continuou a influenciar novas gerações e a impor definitivamente Imbituba como a Meca do surfe brasileiro.

Texto produzido originalmente para o Guia do WT da Revista Alma Surf. Por redução de espaço o texto não foi publicado na íntegra. Aqui ele aparece completo. Contei com o apoio dos amigos blogueiros Beda Batista e Eduardo Rosa, locais da Zimba.

Após a repescagem...

Antes do Billabong Pro começar eram 4. Polo foi a baixa no domingo na repescagem. Jadson enfrenta Damien Hobgood, Mineiro pega o Patrick, o mais velho dos Gudauskas, e Neco terá o macaco albino pela frente no terceiro round. Vamos aguardar! Nessa terça-feira o sol aparece tímido entre nuvens. O vento sul chegou soprando moderado. O mar segue baixo. Vai ficar pra quarta e quinta. Ou quinta e sexta...

segunda-feira, abril 26

Deu pra entender?

O Governo do Estado de Santa Catarina caiu com 900 mil. A Skoll (segundo comentam) entrou com mais quinhentões e a Billabong, em cima da hora, fechou por bem menos e mais uma meia dúzia de camisetas esverdeadas. Título da etapa brasileira: Billabong Pro.

Deu pra entender?

Esqueceram de convidar o sol

Esqueceram de convidar o sol nesses primeiros dias de campeonato. Sábado, domingo e uma segunda-feira de céu carrancudo. Tá tudo cinza por aqui. Impossível não puxar lá do fundo da mochila uma blusa mais pesada, mais quente, pra se proteger do arzinho frio e dessa umidade que impreguina.

Mesmo com o tempo feio, com alguns momentos de chuva intensa, o público até que apareceu. Gente de vários cantos do País. Fácil perceber pelas placas dos carros estacionados nas ruas próximas da praia. Porto Alegre, Curitiba, Pindamonhangaba, Livramento, Montes Altos, Guarujá, São Paulo e até Urubici. O que estaria fazendo um carro de Pindamonhagaba por aqui? Só o surfe explica...

Cá entre nós, após dois dias a etapa mais esperada do ano ainda não empolgou, embora acompanhar algumas performances no quintal de casa já tenha valido a pena. No 1º round gostei da atuação do Jeremy Flores logo na primeira bateria. O francês se encaixou perfeitamente na vala de direitas e surfou com muito estilo. Jeremy chegou ao Brasil espumando. Sabe que precisa de um bom resultado a qualquer custo para se manter vivo no tour.

No encontro morno entre brasileiros, marcado por poucas boas ondas, Neco (foto Waves) se saiu melhor na contenda. Nas direitas de 1,0 metrão que rolavam pra dentro do canal ele usou e abusou das conhecidas rasgadas de front-side. Basílio Ruy que acompanha o time Oakley e que estava fotografando a bateria me mostrou algumas fotos. Era o Jadson andando no crítico, de cabeça pra baixo, Mineiro voando alto e Neco, bem, Neco rasgando forte e jogando muita água pra fora da onda. Pena que os juízes não querem mais o Neco no tour... Confronto morno? Pode ter sido pra nós, meros mortais, acomodados nos puffs da sala vip. Lá dentro o couro tava comendo.

Taj, Slater e Irons pareciam fora de sintonia. O tri-campeão não é nem sombra do passado. Será mesmo que ele voltou? Se voltou foi em meia carga. Entendeu? 110-220 Wtz. Nenhum deles conseguiu se encontrar nas ondas cheias da Vila. Todos não foram perdoados pela passividade e caíram para a repescagem. Nada como essa tal de repescagem né, Slater? Foi assim também no ano passado na sua arrancada pelo título, lembram?

E quem disse que a nova geração iria incomodar nessa temporada levanta o dedo. Por enquanto ninguém fez por merecer. Nenhuma performance arrasadora em Sanpper, muito menos em Bells. Blake Thornton, Daniel Ross, Brett Simpson (?) quem? Adam Melling, os irmãos Gudauskas, Dusty Payne e Nate Yaomans até agora não arrumaram nada a não ser uma segunda chance na “repescation”. Eles que tratem de ficar de olhos bem abertos porque a “elimination” pode chegar já na metade da temporada.

Uma salva de palmas para o aéreo muito alto do Joel Parkinson, para a versatilidade e pelo surfe original do Dane Reynolds e para a velocidade de back-side do Smith (que no ano passado passou por aqui sem deixar saudades).

De resto, Ricardo dos Santos mostrou superação e me surpreendeu contra um empolgado e matador Tom Whitaker e um desanimado Fanning. Já Tânio Barreto e Messias Félix não têm surfe para competir numa etapa do WT. Gustavo Fernandes também campeão brasileiro, assim como o Messias que o diga.

Na última quinta-feira conversei com o Marco Pólo na Joaquina e ele do alto de sua humildade me confidenciou que está tranqüilo, aprendendo e ainda se familiarizando com o circuito mundial. Disse a ele que na etapa de Snappers a impressão que dava pelas imagens da web é que ele parecia estar surfando de 6’4, com um equipamento totalmente diferente dos demais tops. Ele contou que caiu com uma 5’11 e como sua base, seu centro de gravidade e mais atrás da prancha, ficou a sensação de estar surfando com uma prancha maior. Em Bells não conseguiu se encaixar. Na Vila ainda não saboreou a sua tão sonhada primeira vitória na elite.

Fui embora da praia antes mesmo do sinal sonoro tocar na 13ª bateria. Com quatro flashes do boletim, mais quatro flashes da cobertura do mundial para transmitir via rádio já estava de saco bem cheio daquele oba-oba. Um sofazinho, com uma cobertinha e um nescauzinho quentinho me aguardavam logo ali em Itapirubá.

Amanhã atualizado com a repescagem.

Segunda-feira de dia livre. Não tivemos disputas na Vila. Amanhã, terça-feira será de ondas menores aqui nas praias da região. Pelo andar da carruagem o terceiro round vai pra água na quarta-feira, com as finais na quinta.

Boletins Nas Ondas da Pan com as condições do mar – 7h,9h, 13h15 e 16h
Boletim Cobertura do Mundial – 8h, 10h, 15h e 21h.

É só sintonizar 101.7 no dial.
Tenho dito!

sábado, abril 24

Ilha 70 - Terceiro episódio



O surfe ganha espaço no último episódio do documentário Ilha 70 exibido nesse sábado pela RBS-TV. O Festival Rock Surf & Brotos na Joaca com depoimentos do Paulinho Guinle, das pranchas Piu, Pedroca, Flávio Boabaid, Ricardo Schoroeder e dos organizadores Ricardinho Machado e Cacau Menezes. O todo poderoso "delegado" Elói comenta sobre a sua celebre frase: "Todo surfista é maconheiro, mas nem todo maconheiro é surfista". Nesse embalo, de tolerância zero, o homem prendeu Gilberto Gil e a turma dos Doces Bárbaros antes de um show na cidade. E tem também imagens da Novembrada, quando o então Presidente da República João Figueiredo em sua visita por aqui, foi alvo de uma das maiores manifestações populares já vista no País. A então provinciana Florianópolis começava a ganhar novos ares...

quinta-feira, abril 22

Ele está chegando...

Camarada, colaborador e parceiro aqui do Alohapaziada, Murilo Graf dá a sua versão aos fatos. Ele, o careca 9X, campeão da etapa no ano passado, está chegando! Aliás, todos os tops garantiram presença. Fato inédito! Outro, é que pela primeira vez na história do surfe nacional dois brasileiros figuram entre os tops 16 (Mineiro e Jadson) numa etapa do circuito mundial em águas brasileiras. O período de espera por boas ondas começa nessa sexta-feira, mas acho que as disputas rolam mesmo a partir de sábado. Pra conferir todos os detalhes na arte do Murilo, é só ampliar a imagem.

domingo, abril 18

Deve começar na sexta!

Acabei de conferir as condições do tempo e do mar para o litoral catarinense para essa semana que antecede o WT de Imbituba e pude observar que uma nova ondulação encosta entre quinta, dia 22, e sexta-feira, dia 23, gerada por uma nova frente fria que estará em deslocamento pela região Sul do País.

Se nos primeiros dias dessa semana o mar deverá se manter baixo com a ondulação definida de leste e ventos do quadrante norte, já para o meio de semana o tempo muda (vira) com a chegada do vento sul que deverá influenciar também o comportamento do mar nas praias do litoral catarinense.

Tudo indica que já na sexta-feira, primeiro dia da janela de espera por boas ondas do “Billabong Pro Santa Catarina” deveremos ter muita ação dentro d’água, com as disputas da primeira fase na praia da Vila. Vamos observar durante toda semana muita nebulosidade, com o céu encoberto a parcialmente encoberto. Indicação de chuva para quinta, sexta e também no sábado. É esperar pra ver.

Segunda - 19
Ondulação: Leste
Vento: Norte/Nordeste (Fraco a moderado)
Tamanho: 2 pés
Período: 6 - 7 segundos
Observação: Marolas nos insides nas praias com bancos rasos de areia.

Terça - 20
Ondulação: Leste
Vento: Norte/Nordeste (Fraco a moderado)
Tamanho: 2 pés
Período: 7 - 8 segundos
Observação: Ondas um pouquinho mais vivas, mais fortes.

Quarta - 21
Ondulação: Leste
Vento: Norte/Nordeste (Já numa condição de pré-frontal)
Tamanho: 2 pés
Período: 8 segundos
Observação: A água deverá dar uma boa uma esfriada.

Quinta - 22
Ondulação: Em transição virando de Leste para Sudeste-Sul.
Vento: Norte/Nordeste pela manhã – O vento sul chega ao longo da tarde.
Tamanho: 3 à 4 pés, subindo
Período: 8 - 9 segundos
Observação: Mar em transformação influenciado pela força do vento sul.

Sexta - 23
Ondulação: Sudeste-Sul
Vento: Sul/Sudeste moderados
Tamanho: 4 à 6 pés, subindo
Período: 8 segundos
Observação: Mar se ajeitando, ondas ganhando tamanho ao longo do dia.

Sábado - 24
Ondulação: Sudoeste-Sul-Sudeste
Vento: Sudeste a Leste (Oscilando no mar)
Tamanho: 6 pés nas séries
Período: 7 segundos
Observação: Ondas com boa consistência, vento no mar perdendo intensidade.

Dica para os dias flat...

O Surfbooks.com pode ser considerado a principal referência quando se fala em acervo de livros e revistas, que estão à venda na internet. Além de uma refinada apresentação de livros e revistas, o colecionador Joe Tabler, apresenta as principais novidades da ‘surf culture’. Uma miscelânea de referências literárias enviadas por colecionadores, historiadores, escritores, editores, fotógrafos e surfistas do mundo todo. Joe começou sua coleção em 1982, garimpando ‘garage sales’ e sebos à procura de raridades. Mas, foi em 1987 que o colecionador especializou-se em reunir livros e revistas de surfe para vendê-los ao publico. Pouco mais de uma década adiante, em 1999, Tabler disponibilizou todo seu acervo na internet.

Tirado daqui.
Aqui você dropa no Surfbooks.com

sábado, abril 17

Pra conhecer ou relembrar



Muito bacana o segundo episódio Ilha 70, documentário que conta um pouco sobre como vivia a juventude em Florianópolis. Arte, música, cultura e comportamento. Pude rever fotos e algumas rápidas imagens do Stúdio A2 do jornalista Beto Stodieck. Especial pra mim, já que a casa onde foi montado esse Stúdio, e que reunia artistas de toda a cidade, era do meu avô. Ficava ali, na esquina da Avenida Beira Mar com a Travessa Harmonia. Algumas vagas lembranças do Beto, do Peninha e do Waldyr Agostinho com o seu festival da pandorga. Só tinha maluco! Palhostock, a demolição do Miramar e da Ilha do Carvão para a construção do aterro e da ponte Colombo Salles. Florianópolis mudava rapidamente. Sábado que vem o terceiro e último episódio. Alguns irão conhecer outros relembrar...

Edição especial

Oficializada nessa semana pelos promotores da etapa brasileira do circuito mundial como a revista oficial do WT da praia da Vila, a equipe da Alma Surf prepara para breve o lançamento de um novo portal interativo, além da confirmação de mais uma edição do FestivAlma. Para o campeonato da Vila, foi produzida uma edição especial sobre o evento. Colaborei com o texto que conta sobre o início do surfe na cidade de Imbituba, bem como dicas para os dias sem ondas, além de esmiuçar as condições do mar das praias de toda região. Isso com a ajuda dos blogueiros parceiros e surfistas locais, Eduardo Rosa e Beda Batista. Se não gostar é só passar aqui e criticar. Não tem problema!

sexta-feira, abril 16

New Sensation

Meados da década de 80. Garopaba fervilha no verão invadida por gaúchos e paulistas que tomam de assalto sem pedir licença. Nem preciso dizer que bom mesmo era se perder por lá nos fins de semana. Melhor ainda fora da temporada. Se no verão a loucura passava dos limites, (D’Orey escreveu não lembro onde sobre a Babilônia que se transformara Garopaba. Dizia ele: se a terra fosse de ouro cada homem brigaria por um pedaço de lama), no outono e inverno a cidade era pra poucos. Ruas vazias e dentro água apenas alguns gatos pingados.

O lema surfe de dia e festa na noite era levado as conseqüências pela nossa turma de amigos com idade entre 16 e 18 anos. E se não tínhamos ninguém que arrepiava nas ondas, pelo menos na noite dávamos as nossas entubadas.

Na outrora pacata cidade os bares pipocavam por todos os lados com nomes prá lá de sugestivos. O esquenta era com hora marcada na sorveteria Gelomel, bem de frente pro mar na praia Central. Depois da meia noite era um salve-se quem puder!

“Pra não dormir” foi o primeiro bar construído na beira da praia da Ferrugem. Nesse meio tempo surgia o “Caribean” na rua principal. Nas dunas do canto sul tinha o “Por que não?” E lá no alto do morro do Silveira um barraco de madeira transformado em bar, o “Biarritz” marcou época.

Noite fria de céu estrelado. A lua cheia iluminava o mar o morro e toda cidade. Boteco lotado, som pulsante. O Dj bota pra rolar um INXS. A música deixa todos em êxtase. Loucura, energia no ar, fumaça saindo pelas frestas da parede, e a sensação de que o bar poderia explodir a qualquer momento. Foi lá que ouvi essa banda australiana pela primeira vez. Eles mais tarde conquistariam o show bizz com a música "Listen Like Thieves" e depois com diversas músicas do cultuado "Kick".

Estamos em 2010

O pessoal do Beck que nas horas vagas se diverte com releituras e regravações de bandas famosas – já regravaram com sucesso Velvet Underground – faz uma releitura de sete músicas do INXS. Após 23 anos uma nova versão para as músicas do Lp Kick, o disco mais festejado dos aussies, com o brasileiro Sergio Dias Batista dos Mutantes na guitarra durante a jam session.

+ aqui

quarta-feira, abril 14

Novo filminho na praça

Recebo email da Hurley brasileira dando conta do lançamento, para esse mês de abril, do novo filme “The Union Express” do surfista e videomaker Timmy Curran. Ele, segundo release promocional, viajou de trem pela Califórnia – de São Francisco à San Diego e no percurso surfou e filmou com Dane Reynolds, Rob Machado, Taylor Knox, Damian Hobgood e mais alguns amigos e desconhecidos. Após dois anos de filmagens o filme enfim ficou pronto e estréia ainda esse mês lá pras bandas dos istaites. Não dá pra falar nada por enquanto. Só nos resta o trailer...

Pepper



Uma musiquinha pra animar a sua quarta-feira.
Tenho certeza que você já ouvi algo parecido com o:

1.( ) Waldick Soriano
2.( ) Ray Conniff
3.( ) Sidney Magal
4.( ) Paralamas do Sucesso
5.( ) Sublime

segunda-feira, abril 12

No blogue da Surfing

Tá lá no blogue da Surfing com texto de Matt Walker.

O jornalista Vince Medeiros conta nessa entrevista no blogue da Surfing sobre a idéia e as dificuldades que encontrou em produzir o filme Rio Breaks. Fala sobre a receptividade do filme nos festivais de cinema mundo afora tendo o surfe como pano de fundo. De como Luciano Huck colaborou com o surf-clube da favela no Cantagalo e o encontro de um dos protagonistas, o menino Naama, com Slater no Havaí.

Se o seu inglês for limitado assim como o meu, é simples.
Clica aqui e copia, leva para o Google traduzir (inglês-português) e seja o que Deus quiser...

Sal, Soul & Surf

O documentário foi produzido no ano passado e já exibido na TV. Trabalho de conclusão de curso do Pedro Kuhnen. Aqui um pouco da história quando o surfe engatinhava na Ilha. Imagens em Super 8, p&b, de ondas no Matadeiro em 76, Barra da Lagoa, sem os molhes de pedras em 77, Joaquina em 80.

Os amigos Flavio Boabaid, Xandi Fontes, Netão, Ivan Althoff, Zeno Brito e Roberto Lima juntos com Ricardinho Machado, relembram os primeiros campeonatos, o Rock Surf & Brotos e os “surfaris” pelo litoral de Santa Catarina com imagens de ondas no Atalaia e de Navegantes no fim da década.

Sal, Soul & Surf – Parte 1 - (clica aqui)
Sal, Soul & Surf – Parte 2 - (clica aqui)

Vale como história!

A foto que ilustra essa postagem é do verão de 1979. Nela estão Cuíca (o primeiro da esquerda pra direita), Flavio Boabaid, de chapéu de palha, e meu primo Eduardo Borges, com a sua inseparável Gordon & Smith 7,2. Foi com ela que peguei minha primeira onda na praia do Forte em mil novecentos e lá vai pedrada...

domingo, abril 11

E foi dada a largada...

Foi dada a largada para mais uma temporada do circuito brasileiro profissional. Tenho lido pouca coisa na imprensa nacional sobre o Brasil Surf Pro. Poucos dão importância hoje em dia. Por que será? Talvez porque ainda exista um certo ranço do SuperSurf que andava chato fazia tempo. Parece que agora a coisa vai. Novos patrocinadores, uma nova equipe na organização, novas idéias, enfim. Nessa etapa de abertura em Itamambuca grandes ondas nos primeiros dias antecipavam nomes diferentes no pódio (foto: Aleko/Waves). Léo Neves levou. Marcio Farney foi segundo. No feminino deu Suelen com a catarinense Ju Quint num degrau mais abaixo. Fico na torcida por um circuito nacional de 2010 mais empolgante. Marcelo Andrade, o comandante, merece, pela dedicação e pelo trabalho à frente da Abrasp.

O mar

Como já dizia tio Dorival: "O mar quando quebra na praia é bonito..."
Casas de praia em Itajuba em Barra Velha depois da ressaca desse fim de semana.
Foto: Banana

sábado, abril 10

Deitado no sofá acordado fiquei

E não é que fiquei acordado até as quatro da matina!
Não foi fácil me manter com os olhos abertos já que tenho o hábito de dormir cedo. Mas valeu. Mick, Joel, Slater, Curren e companhia limitada fizeram valer cada minuto e hora acordado. Isso sem falar na qualidade das imagens da transmissão da ESPN, um capítulo a parte. Quem diria que um dia, deitado no sofá da minha casa, pudesse acompanhar ao vivo as etapas do circuito. Viva a tecnologia do século 21.

Aqui cabe um parágrafo pra explicar aos leitores mais jovens do Alohapaziada. Antigamente, saber de um resultado do circuito mundial só quando uma revista caía nas nossas mãos. Isso com quarenta, cinqüenta ou até sessenta dias ou mais de atraso. O Jornal Staff que depois virou Now era o que nos mantinha mais atualizados. Ler o Now era estar na vanguarda e saber de tudo antes dos demais. Isso em meados dos 80, início dos 90. Não é tanto tempo assim. Ou é?

Tudo bem, já tivemos outras coberturas ao vivo. As etapas brasileiras do mundial na Barra da Tijuca com a equipe do Bocão nos bons tempos de Sportv. Outras etapas via internet, e até a RBS-TV já transmitiu direto da Joaquina para todo Estado as finais do Hang Loose Pro de 87. Mas essas duas, Gold Coast e Bells foram diferenciadas.

Renan como locutor e comentarista – tudo ao mesmo tempo agora – precisa evoluir. Bagagem não lhe falta. Já viveu intensamente o tour. Foi um dos protagonistas. Mas precisa um pouco mais de articulação na tv. Quem sabe mais alguém com ele para dividir as informações. O Edinho Leite foi muito bem na etapa de Snapper. Seria legal mantê-los juntos. Arroz com feijão. Até a Vivian Mesquita, uma espécie de intermediadora, de forma ponderada, consegue dar conta do recado. Gostei. Já havia gostado antes.

Ridiculo dizer que Mick Fanning está muito veloz e concentrado. Tá com cara de quem vai lutar até a última etapa em busca do terceiro caneco. Diz que não? Joel, impressionante, com uma linha de surfe muito limpa. Chegou a ser chato assistir suas rasgadas nos lip’s nas direitas de Johanna. Numa hora cheguei a torcer pro cara cair da prancha. É tudo muito certinho, milimetricamente cirúrgico. Que inveja desgraçada!

Taj também parece estar muito, mas muito focado nessa temporada. Emendou um excelente fim de temporada em 2009 com um início de 2010 arrasador. Vamos ver se vai ter gás para se manter no topo no restante do tour. Não dá pra falar muito do encontro das oitavas entre o Jadson e Bobby. Duelo morno, de poucas ondas. Assim como foi Mineiro e Taj nas quartas. Poucas ondas num momento ruim do mar.

Dei uma cochilada na hora da bateria entre Occy e Tom. Como o Occy tá pesado e lento meu Deus! Lento em comparação aos tops, claro. Bota o cara pra surfar no nosso lado e ele vai quebrar. Mas, me deu uma agonia em assistir um Occy tão devagarinho. Prefiro ficar com registros de anos atrás. Esse é o problema desses encontros de ex-eternos campeões: mesmo sabendo que estão mais velhos, a gente estupidamente ainda espera a abordagem de antigamente. Como somos imbecis. O Curren ainda tá fininho e no rip. O base-lip e as batidas de front continuam inspiradoras.

Não vou me atrever a falar absolutamente nada da performance do careca nesse último dia de Rip Curl Pro. Não tenho o que comentar pois tudo que eu disser e escrever aqui será chover no molhado. Está à frente de todos os seus adversários e é sim o favorito para abocanhar mais um título. Impressionante. Foi o único a cair n’água quatro vezes: Bourez, Bede, Bobby e Mick, nessa ordem, sucumbiram.

Durante a final, nos instantes finais da bateria, pressionado e precisando de uma boa nota, Kelly manda um aéreo muito alto, e lá no alto, ainda encontra tempo pra rodar um 360º. A queda na espuma com o pé da frente fora da prancha e numa posição desconfortável foi pura ilusão pra quem achou, como eu, que ele fosse cair. Engano. Foi gol e aos 45 do segundo tempo. Dá logo o sino pra ele, dá!

Floripa 70



Um pouco da pacata Floripa dos anos 70. Moda, comportamento, cultura e estórias da juventude local. As cocotas, os malucos, a galera do Quioski, a ponte Hercílio Luz e os passeios de domingo pela avenida Beira Mar Norte. Dizem que Deus depois de fazer o mundo em 7 dias deixou Floripa para o seu "grande finale". "Santa Catarina em Cena", primeiro episódio. Programa exibido nesse sábado na RBS-TV.

sexta-feira, abril 9

Dizer mais o quê?

Muita gente foi ao cemitério Jardim da Paz nessa tarde de quinta-feira se despedir do Ledo. Foi um encontro emocionado de várias gerações do surfe catarinense. O shaper Geraldo Rinaldi das pranchas GR, veio de Laguna. Afonso, da Oceano, Ersinho de São Francisco do Sul, Ivan Junkes, Flávio Boabaid, Roberto Lima, Bichinho, também estavam lá. Apareceu gente de todas as praias do nosso litoral. Antigos parceiros que trabalharam na Inside como o fotografo Flavinho Vidigal, Davi Husadel, Luis Gondin, Rodrigo Viegas e Anselmo Doll, também. Isso sem falar numa centena de amigos anônimos que prestaram uma última homenagem.

Muita emoção, uma enorme tristeza e o sentimento de total impotência. A sensação geral é de que estamos todos desprotegidos. A repercussão do crime foi enorme na imprensa local com todas as emissoras de rádio, televisão e jornais dando destaque ao incidente.

Dos quatro marginais, três já estão detidos. Dois deles são menores de idade e já envolvidos com o mundo do crime com passagens pelo Centro de Recuperação São Lucas. Já o assassino do Ledo, têm 20 anos de idade e carrega nas costas, pasmem(!), quatro indicações de homícidio.

A pergunta que fica no ar e sem resposta plausível é como esses deliquentes, com fichas criminais extensas, andam soltos por aí. Que policia é essa? Que justiça é essa? A sensação de impunidade - de que nada vai acontecer - é a mola mestra que gera essa imensa onda de violência por todos os cantos do nosso país. E Floripa não é diferente, não foge a regra.

A cidade mudou, mudou pra pior nessas últimas duas décadas. Cresceu de forma desenfreada e sem estrutura para receber tanta gente. Bolsões de pobreza e novas favelas surgem num piscar de olhos numa "capital" que um dia já foi considerada mágica.

A disseminação da droga, a falta de oportunidades de empregos também são fatores fundamentais para esse aumento da violência. Ledo foi morto em sua residência, em Ponta Das Canas, um bairro relativamente tranqüilo, com um tiro que atingiu seus órgãos internos pulmões e coração. Seu corpo velado na tarde desta quinta-feira deverá ser cremado até sábado.

Fica o legado deixado e as amizades construídas nesses seus 50 anos de vida. Um cara de forte personalidade, de opiniões contundentes, muitas vezes polêmicas. Ledo em parceria com seu amigo de faculdade de jornalismo Atila Sbruzzi foram os editores da Inside transformando-a de um simples folheto de 4 páginas, produzido em papel couchê, impresso em preto e branco, lá em 1984 numa revista de circulação nacional.

Como presidente da Fecasurf organizou inúmeros eventos com destaque para o "Mormaii Surf 88" disputado numa Silveira gigante e gelada. Na Joaca, o "Mormaii Loco Beach" se tornou memorável com uma final envolvendo até então duas promessas do surfe nacional. Teco levou a melhor sobre Peterson Rosa. Outras três competições também disputadas em ondas grandes e organizados pelo Ledo e que deixam boas lembranças foram o "Mormaii Cristal Iquique Pro" no Chile, válido pelo WQS em 1993, além do Nescau Surf Energy na Joaquina e o Op Pro na Vila, ambos em 94 numa parceria com a Abrasp e ASP.

Após o velório, no caminho pra casa, parei num supermercado. Na fila do caixa, um policial militar com alguns pacotes nas mãos e vários brasões e insígnias no uniforme. Me aproximei e perguntei: Que policia é essa que não nos dá sequer a mínima segurança? Ele, com toda calma respondeu: "Não temos efetivo. São poucos os policiais. E tem mais. A polícia prende e a justiça solta. Nossas cadeias estão abarrotadas e não cabe mais ninguém" sentenciou.

Dizer mais o quê?

quarta-feira, abril 7

Profunda tristeza

É com profundo pesar que noticiamos o falecimento nesse início de noite de quarta-feira, vítima de assalto em Ponta das Canas, no Norte da Ilha de Santa Catarina, do empresário e jornalista Edison Lêdo Ronchi. Lêdo foi fundador da Revista Inside, ex-presidente da Fecasurf na década de 90 e atualmente era um dos sócios da marca de óculos Eletric.

Lêdo foi assassinado com três tiros durante um assalto em sua residência. Lêdo de 50 anos era casado com a Simone e tinha dois filhos surfistas, Ícaro e Cícero.

O velório acontece nessa quinta-feira no cemitério Jardim da Paz. O corpo será cremado em Balneário Camboriu.

O Alohapaziada lamenta profundamente a perda do empresário, jornalista e pioneiro do surfe em Santa Catarina.

segunda-feira, abril 5

Por quem os sinos dobram.

Já deu uma passada lá no blogue do Marreco nesses últimos dias? Pois é, o cara está em Bells acompanhando o Rip Curl Pro e atualizando o Goiabada com informações saborosíssimas. Uma cobertura diferente de tudo que têm por aí. E ai daquele que se atrever a escrever alguma coisa sobre essa segunda etapa do tour apenas vendo pela internet. Eu fico daqui, só lendo. Vai .